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Garimpo - Gabriel Nehemy e ZéCésar

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Garimpo - Gabriel Nehemy e ZéCésar
Garimpo ZéCésar
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 Superego, 2008

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Por Aline Leal

Superego é obra de Gabriel Nehemy feita sobre uma lona de caminhão com tinta acrílica e óleo. O uso dos materiais é simbólico nesta obra: a lona desgastada pelo tempo, a tinta acrílica e a sua possibilidade de trabalhar com camadas e a finalização com bastão a óleo proporcionando um visual menos chapado. O tempo é utilizado como “ferramenta” para o processo de criação do artista na medida em que mistura a razão e a emoção, o sensível e o concreto.

 Um elemento presente em Superego e uma constante na obra de Nehemy são os círculos denominados pelo artista como Me and Myself, simbolizando o diálogo entre o ego e o alterego como uma batalha entre dois extremos à procura do equilíbrio. Porém, o conflito entre essas duas forças, em sociedade, gera muitas vezes um conteúdo explosivo, tal qual é explicitado em Superego.

 Gabriel aponta como influência o artista plástico Robert Rauschenberg, pioneiro da Combine Art, que mistura objetos do cotidiano à pintura. Segundo Gabriel, “dentro de uma suposta bagunça, precariedade, ele consegue desenvolver algo sofisticado”.

 Para conhecer melhor a obra de Gabriel Nehemy, visite o site: www.gabrielnehemy.com.br.bolinha_vinho

 


 

garimpo2Metropolis (48), 2006

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Por Aline Leal

Esta obra faz parte da série Metropolis que o artista plástico Zécésar vem desenvolvendo sobre o tema “cidade”. Toda ela feita em papelão de caixas e embalagens, busca manifestar a problemática da cidade grande: o crescimento desordenado, a superpopulação, a vida corrida, o trânsito caótico. O material utilizado é justificado pelo artista: “Uso o papelão como uma ironia ou como uma metáfora, transformando um material que é um lixo produzido pelo consumo da cidade numa representação dessa mesma cidade”.

 Professor de gravura da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (UFG), Zécésar trabalha com os processos tradicionais, como a gravura em metal, a litografia, a serigrafia, e pesquisa materiais distintos que sirvam como suporte de gravura, como plásticos, chapas de offset, chapas de circuito impresso, papelões, lixas etc. Com os resultados expressivos conquistados com o papelão em Metropolis, o artista passou a explorá-lo não mais como gravura, e sim como trabalho final.

 Zécésar cita a importância dos gravadores brasileiros Lívio Abramo, Rubem Grilo, Evandro Jardim e Renina Katz, e salienta estar atento não só às artes plásticas, mas a todas as manifestações artísticas, como a música e o cinema. Para ele, “arte é toda a forma de manifestação humana que atinge não só a razão, mas também a sensibilidade das pessoas. É uma forma de perceber e expressar o mundo de maneira sensível, diferentemente do conhecimento científico”.

 Para entrar em contato com Zécésar, escreva para: jotace@cultura.com.brbolinha_vinho

 

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