Temporada de leilões de Nova York quebra recordes mundias

Com receitas acima de US$2,3 bilhões apenas nas três principais casas de leilão – Phillips, Christie’s e Sotheby’s – a temporada de leilões de arte de novembro em Nova York superou todas as expectativas.  Recordes de preço foram quebrados para dezenas de artistas, incluindo Hélio Oiticica, cujo Parangolé foi vendido por US$615 mil no leilão contemporâneo da Phillips.

Ainda no leilão da Phillips, um óleo de Peter Doig foi vendido por US$21 milhões, comprovando a solidez do mercado para o artista, que disparou em preços nos últimos anos. Outros queridinhos da vez, como Wolfgang Tillmans e George Condo, também seguiram com boas vendas, este último tendo 3 obras vendidas por mais que o dobro da estimativa alta. Uma das decolagens de preço mais notadas foi para Kerry James Marshal, cuja tela, estimada em até US$1,5 milhão, foi vendida por US$5 milhões. Esta pintura foi doada pelo artista para um leilão beneficente em 2015, arrematando então US$750 mil. Já o furor em torno de Basquiat, que em maio teve uma tela vendida por US$110 milhões, parece ter esfriado. Os lotes de sua autoria foram vendidos dentro das estimativas e um deles não achou comprador.

Tantos recordes e surpresas não ofuscaram a grande estrela da semana, a pintura Salvator Mundi, a última de Leonardo da Vinci em mãos privadas. Após 19 minutos de aquecida disputa, em que cada lance aumentava o valor em até 30 milhões de dólares, a pintura foi vendida por mais de US$450 milhões – R$1,5 bilhão – a um colecionador anônimo. A estimativa era de US$100 milhões, menos de um quarto do valor alcançado. A venda surpreendeu os peritos, já que o circuito de arte fora inundado por questionamentos sobre o valor da obra, que sofreu severas restaurações. Alguns críticos chegaram a duvidar da autoria, atribuindo a obra aos assistentes de da Vinci. A disputa mostra que estes pontos negativos não importam para pelo menos alguns bilionários.

Salvator Mundi de Leonardo Da Vinci antes da restauração

Modernos e impressionistas também tiveram bons resultados, com recordes para vários artists, incluindo Man Ray, Magritte e Vuillard. Fernand Léger também quebrou recordes com a obra Contraste de formes, vendida por US$70,1 milhões em leilão da Christie’s.

Algumas oportunidades perdidas: um desenho de Julian Schnabel, estimado entre US$20 e 30 mil, saiu por US$6.250. Entre os latino-americanos, um cinético de Palatnik foi arrematado por US$130.000, valor não tão distante da tabela da época em que esta série foi expostas pela primeira vez.

Mais uma vez, a semana de leilões de novembro comprova a solidez do mercado de arte internacional e indica tendências de preço. Mas, para enxergá-las, é necessário eliminar os picos de especulação e os preços fora da curva, cada vez mais comuns em nossa atual época de grandes fortunas.

Fernand Leger, Contraste de formas em recorde de venda

Kerry James Marshall, Still Life with wedding, recorde de preço

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