Semana de Arte de Miami: Vendas lentas mas constantes e Rato Trump em destaque

A Semana de Arte de Miami chegou. Incluindo 23 feiras de arte paralelas à grande estrela ArtBasel Miami Beach, os eventos tornam-se manchete em todos as mídias especializadas.

Muito comentado foi o rearranjo da feira, reformada para ganhar espaço para corredores mais amplos e mais áreas de descanso, mudando quase todos os estandes de lugar, o que causou um pouco de confusão entre os visitantes e uma enorme fila de Vips nas primeiras horas do dia de abertura para convidados, nesta quarta-feira, já que agora são apenas duas entradas ao invés de quatro.

Varias galerias brasileiras estão presentes, entre elas a paulista Jaqueline Martins, citada pelo site americano Artsy como uma das galerias destaque na ArtBasel Miami Beach. A Galeria Simões de Assis apresenta um conjunto de obras dos anos 1940 a 1950 de Cícero Dias. As galerias Ricardo Camargo e Almeida e Dale estreiam em grande estilo na Miami Art Basel. Em parceria, elas participam do “Survey”, setor curado da feira internacional que destaca trabalhos que revolucionaram a história da arte do século XX. Em um ambiente que recria o ateliê do brasileiro Wesley Duke Lee, as galerias apresentarão pinturas, colagens e uma instalação do artista.

A obra que mais chamou atenção, no entanto, não está dentro de uma feira, mas na rua. Trata-se de “Trump Rat” do artista Jeffrey Beebe, um inflável de 15 metros que mostra Donald Trump com corpo e orelhas de rato.  Nenhuma feira permitiu a instalação da obra, que acabou ocupando um estacionamento em frente ao bar Churchill, no bairro Little Haiti.

 

 

Primeiro dia ArtBasel Miami Beach

Vários dos maiores colecionadores de arte do mundo visitaram a exclusiva prévia para convidados da Art Basel Miami Beach na manhã de ontem. Galeristas registraram vendas lentas mas dentro do esperado, com algumas boas surpresas e muitos negócios de centenas de milhares de dólares.

Já nas primeiras horas, a galeria Hauser & Wirth conseguiu vendeu uma obra de Bruce Nauman a uma coleção chinesa por uma bagatela de US$ 9,5 milhões, pouco abaixo do recorde de leilão do artista de US$ 9,9 milhões. Uma lua negra de Mark Bradford “Moon Rocks”, 2017 foi vendida por por US$ 5 milhões na mesma galeria, enquanto na vizinha Gagosian vendia obras Ed Ruscha, Rudolph Stingel e Cecily Brown por US$ 3,5 milhões, e David Zwirner encontrou compradores para Neo Rauch “Tank” por US$ 1,2 milhão e Yayoi Kusama “Standing on Flower Bed”, 2013 por US$ 1 milhão.

“Está lento, mas estável”, disse Zwirner em seu estande, em frente a dois trabalhos de Jeff Koons, que aparentemente, ainda não venderam.

Com a renovação, Art Basel conseguiu dar ao espaço novos ares e uma melhor circulação, com espaços mais agradáveis para o descanso.  “O novo layout definitivamente está funcionando”, disse o presidente da Pace, Marc Glimcher, em seu estande. No início da tarde, sua galeria vendeu um trabalho de Willem de Kooning em papel por US$ 450.000 e outro de Sol LeWitt em papel por US$ 250.000.

Sobre a demora para entrada dos Vips, o diretor da Art Basel, Marc Spiegler, confirmou que a segurança e bombeiros fecharam a entrada por 30 minutos. Sem entrar em detalhes, ele disse que “eles avistaram algo nos salões” e precisava garantir que tudo estivesse seguro antes de deixar entrar alguém.

 

 

As celebridades fizeram a aparência ocasional – Owen Wilson no estande de Van De Weghe, Keith Haring com Stellan Holm e Leonardo DiCaprio, abraçando Mark Bradford.

Os colecionadores incluíram Dasha Zhukova, Jorge Perez, Irma e Norman Braman, e Maurice Marciano, que foi visto no estande da Gavin Brown’s Enterprise.

A Art Basel Miami Beach encerra no próximo domingo dia 10/12.

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