Residência Kaaysá pela artista Veridiana Leite

A convite da Galeria Rabieh e da Kaaysá Art Residency, a Dasartes esteve presente na residência Kaaysá Art, um espaço independente de intercâmbio artístico situado no sertão de Boiçucanga, no litoral paulista, sob o comando de Lourdina Rabieh e curadoria de Lucila Mantovani.

Unindo arte à natureza local, a Kaaysá propõe estímulos para novas criações multidisciplinares. Por lá, passam de artistas visuais até escritores e músicos.

Entre os dia 30 de maio a 3 de junho ocorreu a segunda etapa do “Friccional – Vibratos Audiovisuais”, programa de residência que teve início em abril com uma turma de diversas mentes criativas.

Até o dia 16/6 acontece também o 1º Salão de Artes Visuais da Residencia Kaaysá na Galeria Rabieh. Com o intuito de viabilizar a participação de mais artistas nos programas de intercâmbios, a iniciativa possibilitará ao público a compra de trabalhos com desconto. Veja mais informações aqui.

A artista Veridiana Leite nos conta abaixo como foi essa experiência e vivência dentro do espaço. Veja também galeria de imagens e um vídeo exclusivo de uma projeção artística.

POR VERIDIANA LEITE

“Participei em uma experiência específica de 4 dias na residência Kaaysá com mais 15 artistas da imersão do grupo friccional de diferentes disciplinas, entre elas dança, escrita, música, artes visuais e moda. Foi um período de experimentação, tanto de mídias simultâneas quanto separadas, conexão entre linguagens e workshops que giraram em torno de imagem, som, corpo e voz. Na Kaaysá, também existe o sistema tradicional de residência, onde cada artista pode passar até um mês trabalhando, aprofundando seu próprio trabalho e dialogando com outros artistas residentes, mas esta imersão de poucos dias seguia outra proposta mais multidisciplinar, com um calendário mais intenso de atividades, uma experiência diferente de outras residencias que eu já havia feito.

Gostei muito de ter participado de duas atividades em especial. Uma delas era uma dinâmica relacionada com a percepção do corpo, exercícios sensoriais de consciência corporal que foram dados pelas participantes do Grupo Corpo. A outra foi uma experimentação de voz dos residentes, exercícios de improvisação e diálogos que uniam os participantes através da voz, do significado das palavras e da sua própria insignificância dentro de um contexto onde se formava uma paisagem sonora.

Como artista, achei interessante como essas diferentes linguagens, tanto a do grupo como a individual de cada artista, podem influenciar no processo da minha pesquisa atual de trabalho. E mais do que o processo criativo, os laços e as trocas entre as pessoas residentes são muito enriquecedores, geram energia criativa, reflexão e inspiração sobre os processos de trabalho.

Esta imersão formou uma espécie de happening e, a partir dessas experiências, a proposta seria continuar alguns encontros em São Paulo e, possivelmente, uma mostra desse processo para o público na galeria Rabieh em Sao Paulo.”

 

 

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