Renoir e Rubens roubados por falso rabino são recuperados

"Girl Streched out on the Grass" por Pierre-Auguste Renoir, 1890.

As pinturas, que dizem valer milhões, foram roubadas de dois galeristas por um artista israelense posando como rabino em Monza, no norte da Itália, em abril de 2017.
As duas obras de arte roubadas foram identificadas como “Sagrada Família” do pintor francês do século 18 Pierre-August Renoir e “Girls on the lawn”, do pintor belga do século15-16, Peter Paul Rubens. Dois galeristas foram vítimas do roubo.

Ambas as obras de arte foram recuperadas em conjunto pela polícia de Monza, na província de Turim, após uma investigação de 17 meses.

“Agora temos que confirmar que todas as atribuições estão corretas”, disse o major Francesco Provenza, comandante da unidade policial de Monza para a proteção do patrimônio cultural, em uma entrevista. Os especialistas agora analisarão as pinturas para confirmar sua autenticidade, antes de retornarem aos seus legítimos proprietários.

As pinturas haviam sido roubadas em uma fraude elaborada envolvendo pelo menos oito vigaristas diferentes, confirmou a polícia. Pelo menos um se apresentara como um rabino judeu com imunidade diplomática e ofereceu aos respectivos galeristas 26 milhões de euros pelas pinturas antes de roubá-las. O furto ocorreu em um escritório alugado em Monza, acima da embaixada da Albânia, em 20 de abril de 2017.

Segundo o major Provenza, a polícia recebeu uma denúncia sobre o paradeiro das pinturas. Quatro italianos e um cidadão croata foram presos, enquanto outros três envolvidos no roubo armado também foram identificados. Um foi preso.

Corriere della Sera identificou o homem por trás do roubo como Nenad Jovanovic, um cidadão croata de 44 anos, que enganou os dois donos de galerias da Sardenha e da Fulham Road de Londres, acreditando que ele era um rabino com um passaporte diplomático – sob o nome Samuel Abraham Lewy Graham.

No início deste mês, a polícia italiana – trabalhando com parceiros da UE – apreendeu 25 mil peças arqueológicas gregas e romanas no valor de mais de 40 milhões de euros.

Cerca de 250 policiais na Itália, Espanha, Grã-Bretanha e Alemanha simultaneamente invadiram 40 casas naquela operação – a culminação de uma investigação de quatro anos liderada pelos italianos, informou a agência policial européia.

A Itália tem uma unidade policial dedicada à recuperação de obras de arte roubadas. Três pinturas do século 15 que foram roubadas da villa toscana do príncipe de Luxemburgo pelas forças nazistas em 1944 também foram encontradas na Itália em 2016.

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