Reinventando a invenção

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Que os artistas são grandes inventores não é novidade para ninguém: desde sempre inventam novas formas de ver o mundo e criar o que se convencionou chamar de arte. Mas vem aí uma exposição que olhará por outro ângulo essas criações. Entre a ciência e a arte, algumas das maiores invenções dos últimos 150 anos foram transformadas em objetos de interação e contemplação por grandes nomes da arte contemporânea mundial. E são essas obras que os curadores Marcello Dantas e Agnaldo Farias trazem para a exposição “Invento | As Revoluções que nos Inventaram”, a partir de 5 de agosto na Oca do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Da lâmpada elétrica ao elevador, da máquina de escrever ao Raio-X, do concreto à asa-delta, das cápsulas de remédio à psicanálise, tudo pode se transoformar (e foi transformado) em arte nos últimos tempos. A seleção de aproximadamente 35 obras – quase todas inéditas no Brasil e muitas desenvolvidas especialmente para a exposição – faz refletir sobre as mudanças na história do mundo e do homem a partir de suas próprias criações.

De Andy Warhol será apresentada a guitarra elétrica que o artista personalizou para o grupo norte-americano Velvet Underground. Do belga Panamarenko, duas obras – uma inspirada na criação do avião e outra na da asa-delta (esta batizada de “Brazil”). A televisão é tema dos trabalhos do sul-coreano Nam June Paik e do norte-americano Bill Violla, o caminhão é reinterpretado pelo mexicano Damian Ortega, já o ferro de passar está representado na obra do americano Man Ray.

A canadense Janet Cardiff, que tem duas peças no acervo de Inhotim (MG), expõe pela primeira vez em São Paulo. Ela desenvolverá para “Invento” uma instalação sonora a partir de diversos tipos de caixas acústicas, que será acionada pela presença do público. Christian Boltanski também criará uma instalação site-specific. O francês utilizará lâmpadas incandescentes que queimarão uma por hora, até o final da mostra.

Entre os brasileiros, Jarbas Lopes aborda a invenção do carro, conectando dois fuscas a partir de suas rodas, o grupo O Grivo apresenta um piano automatizado e Renata Lucas participará com uma obra que discute a constante vigilância eletrônica a que estamos hoje submetidos.

Confira abaixo outros objetos e os nomes que os reinventaram sob o prisma da arte:

· Christian Marclay (Estados Unidos, 1955): telefone

· Coletivo Pharmacopoeia (criado na Inglaterra em 1998): cápsulas de remédio

· Daniel Arsham (Estados Unidos, 1980): telefone

· Guto Lacaz (Brasil, 1948): rádio

· Jim Campbell (Estados Unidos, 1956): lâmpada LED

· Julian Opie (Inglaterra, 1958): celular

· Leandro Erlich (Argentina, 1973): elevador

· Man Ray (Estados Unidos, 1890 – 1976, França): ferro elétrico de passar

· Nazareth Pacheco (Brasil, 1961): aparelho de barbear

· Nelson Leirner (Brasil, 1932): geladeira

· O Grivo (grupo criado no Brasil em 1990): piano automatizado

· Olafur Eliasson (Dinamarca, 1967): energia solar

· Panamarenko (Bélgica, 1940): avião e asa-delta

· Takahiro Iwasaki (Japão, 1975): fita adesiva

· Zilvinas Kempinas (Lituânia, 1969): ventilador

Exposição “Invento | As Revoluções que nos Inventaram”

Local: Oca – Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3 (São Paulo)

De 5 de agosto a 4 de outubro de 2015 (terça a domingo, das 9h às 17h)

Entrada gratuita

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