Painel de 4 metros de Portinari será exposto ao público no MAM-RJ

Candido Portinari, Bodas de Caná. Foto: Rafael Adorjín

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Bank of America Merrill Lynch apresenta ao público, a partir de 14 de setembro de 2017, a pintura “Bodas de Caná” (1956-57), de Candido Portinari (1903-1962), legado da família de Francisco Clementino de San Tiago Dantas (1911-1964), amigo do artista, que encomendou a obra para a sala de jantar de sua residência na zona sul do Rio de Janeiro. A pintura a têmpera sobre madeira, com os traços inconfundíveis de Portinari, medindo 170,7cm x 408,7cm, permaneceu por 60 anos junto à família de San Tiago Dantas. Sua transferência para o MAM, cercada de cuidados e realizada por restauradores contratados pelo Museu, foi possível graças ao patrocínio do Bank of America Merrill Lynch.

San Tiago Dantas foi uma personalidade preeminente, um intelectual respeitado, que atuou como jurista, escritor, jornalista, ministro das relações exteriores (1961-1962) e da Fazenda (1963-1964), além de ter sido participante ativo da diretoria do MAM Rio no início da instituição. Foi vice-presidente do MAM em 1951-1952 e também ocupou interinamente a presidência do Museu, após a licença do cargo de Raymundo Ottoni de Castro Maya. Voltou a ser vice-presidente de 1953 a 1956.

Sua viúva, Edméa de San Tiago Dantas, em testamento, transferiu ao MAM Rio o painel de Portinari, e após sua morte seus herdeiros fizeram valer seu desejo.

Candido Portinari (Brodósqui SP, 1903 – Rio de Janeiro RJ, Brasil, 1962) foi um dos pintores brasileiros mais conhecidos do século 20, e entre suas obras destaca-se o painel “Guerra e Paz” pintado para ser presenteado à sede da ONU em Nova York em 1956, mesmo ano em que iniciou a realização do painel “Bodas de Caná”. No link http://www.portinari.org.br/#/acervo/documento/8708 pode-se ler a carta de San Tiago Dantas ao pintor tratando da obra.

“Bodas de Caná” retrata o primeiro milagre da vida pública de Jesus, quando ao acabar o vinho em uma festa de casamento, transformou, a pedido de sua mãe Maria, a água em vinho. Os personagens a sua volta expressam espanto e louvor.

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