Obras e exposições de Chuck Close são alteradas por alegações de má conduta sexual ao artista

Em frente às alegações de má conduta sexual do artista Chuck Close, alguns museus começaram a alterar exposições. A National Gallery of Art, em Washington, DC, anunciou na semana passada que estava renunciando uma exposição de Close planejada para maio, enquanto a Universidade de Seattle removeu um auto-retrato de 2000 do artista. A Academia de Belas Artes da Pensilvânia, na Filadélfia, atualmente tem em exibição uma exposição de fotografias de Close, mas decidiu não cancelar a mostra. Em vez disso, no próximo mês, o PAFA receberá outra mostra organizada em resposta às alegações a Close, com os trabalhos da coleção permanente do PAFA incluídos.

A exposição começou com um fórum realizado com alunos do PAFA, professores e representantes do museu, disse a diretora do PAFA, Brooke Davis Anderson. “Após o fórum, um grupo de alunos, professores e funcionários do museu estão coletivamente, com minha orientação, trabalhando em uma exposição que vai acontecer dentro de uma oficina”, disse ela. “A msotra abordará questões de gênero, poder, política do local de trabalho no mundo da arte e, mais especificamente, o artista no estúdio. Porque PAFA é um museu em uma escola, a dinâmica do artista no estúdio é algo que pensamos o tempo todo”.

“Chuck Close Photographs”, a exposição em exibição no PAFA, inaugurada em outubro, permanecerá em exibição até o dia 8 de abril. A mostra está viajando desde a sua inauguração em 2015 no Parrish Art Museum em Water Mill, Nova York; PAFA é o seu local final. Possui cerca de 90 obras relacionadas aos experimentos de Close com fotografia.

As alegações contra o Close foram reveladas em histórias publicadas por várias mídias no mês de dezembro de 2017 e este mês de janeiro. (Anderson explicou que os planos para o fórum entraram em ação quase imediatamente após o relatório inicial, mas a escola estava em férias de inverno, e assim o evento não foi realizado até este mês).

Múltiplas mulheres detalharam os encontros que tiveram com o artista, conhecida por seus retratos foto-realistas, onde pediu que elas modelassem e ficassem nuas em seu estúdio. Ele supostamente fez comentários sexuais e, quando suas investidas foram rejeitadas, ofereceu dinheiro às mulheres. O advogado de Close, Lance Gotko, rejeitou as alegações, e o artista recentemente disse ao New York Times “São mentiras. Eu não dormi em semanas. Eu fui um defensor de mulheres e mulheres artistas. Não fiz nada de errado e estou sendo crucificado”.

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