Noite de Arte Moderna e Impressionista na Christie’s Nova York tem melhor resultado desde 2007

A casa de leilões Christie’s fechou na noite passada em Nova York (13/11/17) seu segundo maior resultado da história para uma venda de arte impressionista e moderna. O total de US$ 479,3 milhões (incluindo comissões) foi o dobro do obtido na mesma venda no ano passado, e bem acima da estimativa de US$ 360 milhões.

Dos 68 lotes oferecidos, 60 foram vendidos – um grande sucesso, especialmente considerando suas estimativas de oito dígitos – ao longo de um leilão de quase três horas presidido pelo co-presidente do departamento, Adrien Meyer. O lote principal foi o “Laboreur dans un champ” de Vincent Van Gogh (1889) da coleção Nancy Lee e Perry R. Bass, vendido por US$ 72 milhões (US$ 81,3 milhões com taxas) após a disputa entre dois compradores. O vencedor estava ao telefone com Rebecca Wei, presidente da Christie’s Asia.

Ao contrário de vários grandes leilões, não havia garantias para todos os lotes. Era o caso do segundo lote mais caro da noite, “Contraste de formas” de Fernand Léger (1913), que não alcançou a generosa estimativa de US$ 65 a US$ 85 milhões, mas marcou um novo recorde de preço para o artista ao ser vendido por US$ 62 milhões (US$ 70,06 mi com taxas), novamente para o comprador asiático ao telefone com Wei.

As vendas de outros artistas como René Magritte, Jean Crotti, Suzanne Duchamp, Emil Nolde, Man Ray e Edouard Vuillard mostraram uma oferta mais ampla e um leilão com melhor qualidade que o do ano passado. “Christie’s teve uma excelente noite. Todo mundo deve estar feliz com os resultados”, declarou Baird W. Ryan, da Morgan Walker Fine Art em Nova York. “A qualidade das obras realmente foi incrível.”

As obras surrealistas e dada de uma coleção européia anônima (apresentada como “Beyond Boundaries”) começaram a partir do lote 12 com a enigmática cena de rua do dia/noite de Magritte, “L’empire des lumières” (1949), que teve o primeiro lance de US$14 milhões pelo telefone com Alexander Rotter, chefe do departamenteo de Arte Contemporânea da Christie’s. A disputa entre cinco compradores levou à estimativa alta da obra, com preço final de US$ 20,6 milhões incluindo comissões, um recorde para o artista.

Um resultado semelhante se deu para a vivaz “Femme accroupie (Jacqueline)” de Picasso (1954), estimada entre US$ 20 e 30 milhões e um dos três grandes retratos que o artista pintou de uma de suas musas, Jacqueline Roque. Uma obra similar fora vendida em leilão da Sotheby’s Londres em junho por £ 7,35 milhões. Ontem, a disputa entre três compradores levou o preço final com comissão a US$ 36,9 milhões.

Os correspondente Dasartes estão em Nova York acompanhando de perto o desenrolar da semana mais quente do mercado de arte. Fiquem atentos à cobertura especial do tão esperado leilão da última pintura de Leonardo Da Vinci, nesta próxima quarta-feira 15/11 por meio de nosso Instagram @revistadasartes.

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