Nelson Leirner no Octógono da Pinacoteca

© Divulgação Galeria Silvia Cintra

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresenta a partir do dia 08 de outubro a obra ‘O anjo exterminador’, do artista paulistano Nelson Leirner. Ela será exposta no Octógono, que fica no primeiro andar do museu. Feita em 1984, a peça foi remontada em 2014 e reúne centenas de estatuetas e bibelôs alinhados em dois grupos posicionados frente a frente e separados por uma ponte. O título do trabalho faz referência ao filme homônimo do espanhol Luis Buñuel.

“A ideia de uma sociedade que não deixa romper os próprios limites ou que reproduz distinções entre grupos de indivíduos é comum ao filme de Buñuel e à obra do artista brasileiro. O trabalho de Leirner é também um de seus primeiros a lançar

mão desse procedimento de acúmulo e distribuição de pequenas esculturas em uma cena que lembra uma procissão”, explica o curador José Augusto Ribeiro.

Essa obra soma-se a outras 12 peças do artista que já pertencem ao acervo do museu, a maioria datada da década de 1960. Essa instalação permite à Pinacoteca ampliar a representação da obra de Leirner em sua coleção.

A mostra permanece em cartaz até 24 de outubro no 1º andar da Pinacoteca – Praça da Luz, 2. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10 às 17h30 – com permanência até às 18h – e o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 e adultos com mais de 60 anos não pagam. Aos sábados a entrada é gratuita para todos os visitantes.

Mais sobre Nelson Leirner – por José Augusto Ribeiro, curador da Pinacoteca
A produção de Nelson Leirner envolve a paródia do sistema de arte e a apropriação de imagens e objetos corriqueiros, desde meados da década de 1960. Materiais da cultura de massa e itens decorativos, como quadros, estatuetas e selos adesivos, aparecem na obra do artista para questionar e rir de hierarquizações de “bom” e “mau” gosto, de “alto” e “baixo” registro. Muitas vezes com alusões a obras, escolas e estilos canonizados pela História da Arte, de Michelangelo a Fontana, do barroco ao Young British Artists, de Duchamp e do neoplasticismo a Beuys e à arte conceitual. Tudo isso misturado a um repertório em que cabem ainda anúncios publicitários, a figura do Mickey Mouse, o distintivo do time do Corinthians, etc.

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