Museu do Açude inaugura obras de Ângelo Venosa, Waltercio Caldas José Rezende

Na década de 1990, os artistas Waltercio Caldas, José Resende e Angelo Venosa enriqueceram a paisagem do Rio de Janeiro com a criação de esculturas de grande porte para importantes espaços urbanos da cidade. Vinte anos depois, o trio volta a atuar junto na cena carioca com a produção de trabalhos especialmente construídos para o Circuito de Arte Contemporânea do Museu do Açude.

Com inauguração no dia 31 de julho, as instalações estabelecem uma relação com a história da Floresta da Tijuca e vêm ampliar de forma permanente o rico acervo local, que conta com obras de outros nomes consagrados, como Iole de Freitas, Lygia Pape, Nuno Ramos, Helio Oiticica, Anna Maria Maiolino e Eduardo Coimbra, com a curadoria de Márcio Doctors. “É uma honra para o Museu do Açude receber essas novas peças pensadas por esses três gigantes da arte brasileira”, comemora Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya.

Com uma obra em aço inoxidável de 14 metros de altura por seis de largura, o carioca Waltercio Caldas usará a grama da floresta como parte de sua produção, que trabalhará a relação do azul do objeto com o próprio céu. “É uma situação pensada no espectador. O trabalho é o motivo para as pessoas experimentarem o lugar e se relacionarem com o entorno”, explica Waltercio.

Autor de vídeos, desenhos e intervenções, Waltercio instalou em 1989 sua primeira obra pública, “O Jardim Instantâneo”, no Parque do Carmo, em São Paulo, e logo depois produziu outra peça em espaço aberto, “Omkring”, na Noruega. Em 1996, realizou para a Avenida Beira-Mar o monumento “Escultura para o Rio”, que foi removido recentemente para dar passagem ao VLT, no Centro, mas que está sendo reconstruído para ficar bem próximo ao local original.

A história do paulista José Resende com o Açude é antiga. Autor de uma escultura que foi devastada por uma tempestade em 2010, o artista foi convidado a criar uma nova instalação, que ficará junto à sede do museu. “Propus uma peça que tem a ver com a poética do trabalho anterior. Uma linha reta, solta no espaço, que aparece inesperadamente, feita com tubo de aço e placas de granito cinza claro”, explica o artista.

José Resende estudou desenho com Wesley Duke Lee. Foi professor de Artes da Universidade Mackenzie e do Departamento de Escultura da Faculdade de Artes Plásticas da Faap. Fez mestrado em História na USP e escreveu textos fundamentais na revista Malasartes, em que foi co-editor. Apesar de viver em São Paulo, muitas de suas esculturas estão fincadas no Rio, como Passante, no Largo da Carioca.

Consagrado em mostras internacionais _ Bienal de São Paulo (87) e Bienal de Veneza (93), Angelo Venosa apresentará um objeto feito em madeira, com técnica usada em construção de barcos. A obra, de forma arredondada, mede aproximadamente 2,4 metros nas três dimensões, com peso estimado de 300kg. Filho de marceneiro, Venosa surgiu na cena artística brasileira na década de 1980. É um dos poucos artistas egressos da chamada “Geração 80” dedicados à escultura e não à pintura. É autor de várias obras públicas no país, entre elas a famosa escultura Baleia, no calçadão do Leme. Sobre o fato de estar participando de um pro

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