Mostras de Basquiat estreiam em São Paulo e Nova York

O colecionador japonês bilionário Yusaku Maezawa revelou que o Brooklyn Museum será a primeira parada em uma turnê mundial de sua pintura de sucesso de Jean-Michel Basquiat, que ele comprou por US$ 110,5 milhões em 2017 pela Sotheby’s. A obra será o tema de uma mostra intitulada “One Basquiat”, que acontecerá de 26 de janeiro a 11 de março.

A mostra reflete “os muitos links entre o artista e o bairro”, de acordo com uma declaração do Brooklyn Museum. Basquiat nasceu no Brooklyn Hospital e foi um visitante freqüente do museu quando criança. Sua mãe o matriculou como membro junior quando tinha seis anos de idade.

“Estamos extremamente gratos pela generosidade do Sr. Maezawa e por esta tremenda oportunidade de apresentar esta impressionante pintura na cidade de Basquiat”, disse o diretor do museu, Anne Pasternak, em um comunicado. O Museu do Brooklyn realizou uma grande retrospectiva Basquiat em 2005 e organizou “Basquiat: The Unknown Notebooks” em 2015.

Untitled (1982) – uma pintura de uma das cabeças coroadas, de assinatura do artista, em um fundo azul vibrante – esmagou o recorde anterior do leilão do artista de US$ 57,3 milhões em maio. (Essa obra, vendida na Christie’s em maio de 2016, também foi comprado pela Maezawa.) Após sua turnê global, a pintura vivida é destinada a um museu que Maezawa está construindo em sua cidade natal de Chiba, no Japão.

Jean Michel-Basquiat, Untitled (1982). Cortesia de Sotheby's New York.

Em São Paulo, no dia do aniversário da cidade, 25, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) abre uma retrospectiva do pintor norte-americano de ascendência afro-caribenha Jean-Michel Basquiat (Nova York, 1960-1988) que vai passar pelas sedes do CCBB de outras três capitais, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com entrada gratuita em todas elas. Tendo como curador Pieter Tjabbes, da produtora Art Unlimited, a mostra reúne 80 obras do artista. Entre os trabalhos estão pinturas, desenhos, gravuras e cerâmicas.

Veja na galeria abaixo, imagens em primeira mão de algumas das obras da exposição.

A obra de Jean-Michel Basquiat (Nova Iorque, 1960-1988) personifica o caráter de Nova Iorque nos anos 1970 e 1980, uma mistura de empolgação e decadência que criou um paraíso de criatividade. A repetição de letras e de palavras reflete ritmos, sons e a vida na cidade. As figuras poderosas que dominam a cena na obra do artista levam os críticos a classificá-lo como um Neoexpressionista, ao mesmo tempo em que está imerso na cultura pop. Suas pinturas subvertem hierarquias artísticas convencionais ao misturar imagens da cultura erudita e da popular.

Basquiat era um dos poucos afro-americanos num mundo artístico predominantemente branco. Sua obra rapidamente evoluiu de uma evocação das ruas a uma profunda narrativa sobre a experiência de ser negro e as conquistas culturais dos negros.

 

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