Mostra de Modigliani é cancelada na Itália por denúncias de falsificação

Amedeo Modigliani Ritratto di Dèdie, 1918.

Atualização 18.01.2018

As vinte pinturas apreendidas pela polícia italiana no verão passado de uma exposição de obras de Amedeo Modigliani realizada em Génova são falsas, de acordo com Isabella Quattrocchi, uma perito independente nomeada por procuradores italianos para avaliar as pinturas.

Quattrocchi afirma em um relatório escrito que, em “termos de estilo e pigmentos [usados]”, as pinturas alegadas do artista do início do século 20 são “grosseiramente forjadas”. Ela acrescenta que os quadros vêm “de países da Europa Oriental e dos Estados Unidos, e não podem estar ligados ao contexto ou período histórico de Modigliani”.

 

Um total de 21 obras de uma grande exposição dedicada a Modigliani foram apreendidas no Palazzo Ducale de Génova, na Itália. No inquérito que foi aberto pela autoria duvidosa das obras, a polícia relatou que os promotores do museu de Génova também abriram uma investigação sobre três pessoas associadas com a organização da exposição.

O Palazzo Ducale divulgou um comunicado em seu site sobre o fechamento precoce da exposição e que a investigação está em processo como vítimas da falsificação e observa que eles não organizaram diretamente a exposição (encomendaram uma empresa terceirizada, a MondoMostre Skira, para o planejamento e execução). MondoMostre foi responsável por incluir os curadores da mostra, Rudy Chiappini e Stefano Zuffi, que são duas das três pessoas atualmente sob investigação.

A investigação veio depois que o crítico italiano Carlo Pepi certificou-se de que na exposição, que teve mais de cinqüenta obras, incluindo desenhos e pinturas, havia poucos trabalhos de autoria de Modigliani.

Após as alegações, o curador Stefano Zuffi disse à EFE que “cada uma das obras tinha sido cuidadosamente inspecionadas por um restaurador, seguindo as práticas internacionais normais e precisas”.

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