Mário de Andrade modernista

© Mário de Andrade (Arquivo IEB/USP - Fundo Mário de Andrade)

Mário Raul de Moraes Andrade nasceu em São Paulo em 1893 e viveu até 1945, poeta, romancista, etnógrafo, fotógrafo, crítico de arte e musicólogo. Um dos intelectuais de maior envergadura, fundador do modernismo no Brasil e principal responsável pela realização da Semana de 22. Exerceu, por meio de seus escritos e pesquisas, grande influência nos estudos sobre a cultura popular e erudita brasileiras. Trabalhou como professor de música e colunista de jornais, sendo conhecido, sobretudo, como romancista e poeta, principalmente por sua obra Macunaíma. Foi diretor-fundador do Departamento de Cultura do Município de São Paulo, criador da Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo e idealizador do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN.

De 29 de junho a 25 de setembro, o Sesc Santo André realiza a exposição Mário de Andrade: Etnógrafo-Fotógrafo-Poeta, composta por uma série de fotografias que representam o homem, a paisagem, a arquitetura e cultura da região norte do País, capturadas por Mário de Andrade durante viagem realizada em 1927, além de três imagens do Nordeste, datadas de 1927 e 1929.

Com curadoria de Adrienne Firmo, a mostra revela um olhar estético apurado, reflexo da preocupação de Mário de Andrade com o registro e investigação sobre a cultura e identidade brasileiras. Autodenominando-se “Turista Aprendiz”, o intelectual paulistano conseguiu fornecer um retrato ao mesmo tempo poético e factual da vida distante dos grandes centros urbanos do período (São Paulo e Rio de Janeiro), servindo como instrumento de conhecimento dos interiores do País.

Suas fotografias demonstram o empenho em transmitir, por meio de elementos plásticos, aquilo que é retratado, fundindo a informação ao valor artístico. Além disso, ao identificar cada imagem com títulos e legendas que as expliquem ou esclareçam, Mário de Andrade alia a ação do turista-etnógrafo à do fotógrafo-poeta.

Na Galeria, esses títulos e legendas são apresentados em etiquetas identificatórias, conforme as inscrições do modernista no verso das ampliações originais, incluindo linhas poéticas e anotações sobre local, data e dados técnicos da captura da imagem. Resultado de uma nova tiragem realizada por meio da digitalização das originais, tratadas uniformemente em preto e branco, as ampliações serão expostas em tamanho 20 x 30 cm.

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