Leilões de maio agitam o mercado nacional e internacional

Já é tradição que o mês de maio traga grandes leilões, especialmente fora do Brasil, já que é neste mês que as grandes casas internacionais, em especial Christie’s, Sotheby’s e Phillips, fazem seus principais leilões de arte contemporânea, pós-guerra e moderna e latino-americana. Os de arte moderna e contemporânea, aliás, aconteceram no início do mês, trazendo recordes de preço para vários artistas e receitas que indicam que, lá fora, a crise já passou.

No Brasil, Canvas e Bolsa de Arte dominam a cena, reunindo cada uma delas uma impressionante oferta de grandes obras. Na Canvas, a oferta era ampla e variada, com varias obras de Gonçalo Ivo, incluindo uma Aurora em tons de amarelo de quase 2 m de largura e diversas pequenas pinturas da série de Oratórios. Jorge Guinle, Antonio Manuel, Shiró foram outros dos artistas em oferta. Com tantas obras em oferta este mês, muitos lotes não foram vendidos durante o leilão, mas por outro lado alguns artistas foram muito disputados. Surpreendentemente, Reynaldo Fonseca foi um deles, com dois lotes estimados em R$25.800 e R$53.800 e vendidos a R$42.000 e R$66.000, respectivamente.

Na Bolsa de Arte, a venda da coleção Nelson Diz vai ao prego na quinta feira dia 28, com várias obras de Volpi, Roberto Magalhães e a cereja do bolo, um Nucleo em Expansão de Iberê Camargo de 2 x 1 m. Os lances iniciais muito abaixo do valor de mercado das obras tem dado o que falar.

Lá fora, os leiloes de arte latino-americana também foram notáveis, com inclusão cada vez maior de artistas contemporâneos, fugindo um pouco do estigma colonial que costumava predominar na seleção de obras destas vendas até há alguns anos atrás.

Phillips e Sotheby’s fizeram juntas suas vendas no dia 26. A seleção mais contemporânea talvez fosse a da Phillips, com obras de Tomas Saraceno, Mariana Palma e Los Carpinteros. Uma decisão acertada, aliás, pois foi na sala da Phillips que ocorreram as disputas mais agitadas e que mais obras encontraram compradores. Luis Zerbini foi um dos artistas disputados, com uma pintura de 1,70 x 2m sendo vendida por US$179.000. Já os modernos não tiveram tanta sorte e as três obras de Portinari a venda nos leilões da Sotheby’s e Christie’s não encontraram compradores. Como são em geral os brasileiros que compram obras de artistas modernos nestes leilões, o dolar em alta desencorajou os negócios. Artistas que já tem mercado internacional, como Cildo Meirelles e Rosangela Rennó, encontraram compradores fora.

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