Ícones da Pop Arte brasileira resgatam o movimento

© Ricardo Camargo Galeria

A Ricardo Camargo Galeria leva para a edição 2016 da SP-Arte um recorte de representantes brasileiros do Pop Art e Nova Figuração como Rubens Gerchman, Marcelo Nitsche, Claudio Tozzi, José Roberto Aguilar, Antonio Henrique do Amaral, Samuel Szpigel, Glauco Rodrigues, Nelson Leirner , Roberto Magalhães e Wesley Duke Lee. Os 25 trabalhos, em suportes diversos, oferecem ao público um momento sintonizado com as ações em curso no mercado internacional.

“É só a ponta de um iceberg, como se uma caixa de Pandora estivesse sendo aberta”, declara a galerista londrina Cecilia Brunson, responsável pela exposição “The World Goes Pop” em cartaz na Tate Modern em 2015/2016. O momento é de redescoberta desses artistas e Ricardo Camargo comenta: “Eu me dedico a esse tema justamente por ser muito significativo para mim. Eu não só acompanhei o lançamento de quase todos os artistas, como reuni oito destes nomes, em 2007, na mostra “Vanguarda Tropical”. A presença de Wesley Duke Lee na exposição The World Goes Pop, na Tate Modern em 2015, só confirmou aquilo que eu estava esperando há muito tempo: chegou a hora de desemparedar a geração de 1960”.

Nos anos 1960, inicio do movimento no Brasil, frutificou entre os artistas locais uma tendência irônica derivada da Pop art norte-americana. Aderindo apenas à forma e à técnica utilizada na Pop art expressaram a insatisfação com a censura instalada na época, tematizando questões sociais de política. O vigor, a originalidade, a transgressão e a ruptura com a arte do passado são os elementos característicos, com a utilização de novas técnicas e materiais, como o acrílico e o plástico e a incorporação de objetos às obras. O movimento “Pop art” é considerado como um marco de passagem da modernidade para a pós-modernidade na cultura ocidental.

Ricardo Camargo Galeria

SP-Arte 2016 – Stand D6

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