Especial SP-Arte – Nota 13: Ricardo Camargo leva obras icônicas de Victor Brecheret e Claudio Tozzi

Brecheret

Ricardo Camargo apresenta na 13ª edição da SP-Arte a obra Os Cavaleiros, maquete definitiva da parte frontal do Monumento às Bandeiras, que fica localizado em frente ao Parque Ibirapuera, e é a obra mais famosa de Brecheret. Feita em gesso patinado, possui um décimo do tamanho real do monumento.

A maquete, de 130 x 95 x 140 cm, foi vendida em 1991 pelo galerista, quando realizou a primeira exposição de Brecheret, no circuito comercial, após sua morte em 1955. Vinte e seis anos, retorna às mãos de Ricardo Camargo, que a apresenta ao público em seu espaço na SP-Arte.

Lá poderão ser apreciados os detalhes da parte frontal da referida obra, que foi apresentada por Brecheret (a maquete do monumento todo) ao então Presidente Washington Luís, que, ao vê-la, prometeu ao artista que o projeto se tornaria realidade, o que ocorreu 33 anos após o encontro. O Monumento às Bandeiras, obra pioneira para a época, retrata as diversas miscigenações do brasileiro: “o branco, o negro, o índio e o mameluco figuram na grandiosa marcha empreendida pelo nosso Estado, sendo o monumento “puxado” por dois índios a cavalo, em direção ao Pico do Jaraguá” (trecho do texto Trinta Anos de um Monumento pelas Mãos de Brecheret, publicado em novembro/dezembro de 1982).

Guevara Vivo ou Morto

Guevara Vivo ou Morto, de Claudio Tozzi, participou do Salão de Arte de Brasília em 1967 em pleno governo militar, que durante a mostra sofreu agressões e danificaram parte da obra. Em 2006 o galerista vendeu a um colecionador argentino com a condição de deixá-la exposta durante um ano no MALBA, que ocorreu durante o mesmo ano e parte de 2007.

Após 10 anos esta importante obra da produção do artista, que é um ícone do Pop político brasileiro, retorna as mãos do galerista onde irá expô-la no seu stand da SP Arte (D 4).

Além dos destaques acima citados serão apresentados 16 papeis de artistas modernistas representados por Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Antonio Gomide, Candido Portinari, Cícero Dias, Di Cavalcandi, Ferrignac, Flávio de Carvalho, Lasar Segall e Ismael Nery. Da geração anos 60 Antonio Dias, Artur Barrio, Frans Krajcberg, Ivan Serpa, Mira Schendel, Nelson Leirner, Rubens Gerchman, Tomoshige Kusuno e Wesley Duke Lee.

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