Crise chega ao Parque Lage

2015, ano marcado por grandes crises e perdas para o mundo da arte, parece não dar trégua até os últimos momentos. De acordo com nota emitida pela sua assessoria de imprensa, a Oca Lage coloca a partir de hoje todo seu quadro de funcionários em aviso prévio devido ao não repasse de verba do governo estadual.

Segue, abaixo, nota na íntegra:

A Oca Lage, organização social gestora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e da Casa França-Brasil – espaços da Secretaria estadual de Cultura –, coloca seus 70 funcionários em aviso prévio a partir de hoje. Em 2015, o Governo estadual só repassou metade do valor acordado, o que impede que a Oca Lage dê prosseguimento ao seu trabalho planejado. Criada pelo Governo do Estado para profissionalizar e compartilhar com a sociedade civil a gestão de duas importantes instituições culturais, a Oca Lage se vê obrigada a adequar seu planejamento e ações devido ao não cumprimento do contrato por parte do Governo do Rio de Janeiro.

Nos últimos seis meses, mesmo sem receber qualquer repasse do Governo estadual, a Oca Lage honrou seu planejamento, dando prosseguimento ao programa de bolsas, aulas públicas, ações educativas, exposições, palestras, shows gratuitos com Jards Macalé e Rodrigo Amarante, entre muitos outros eventos abertos ao público. É preciso lembrar que a Oca Lage mantém sob sua guarda, manutenção e limpeza os 175 mil metros quadrados de área verde do Parque Lage. Todas essas ações foram realizadas com receitas próprias da Oca Lage, obtidas a partir de eventos como o show beneficente comemorativo dos 40 anos da EAV Parque Lage, com Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, e a gravura criada pelo artista Luiz Zerbini para celebrar a data. A Oca Lage – também com recursos levantados ao longo de 2015 – realizou obras na Casa França-Brasil, que comemora seus 25 anos, para integrá-la à reurbanização da região portuária, devolvendo ao público a entrada principal do edifício de 1820, de frente para o mar.

Portanto, a Oca Lage aguarda que o Governo do Estado cumpra seus repasses orçamentários contratuais, de modo a permitir a continuidade deste trabalho bem-sucedido de ativação e preservação desses dois espaços tão importantes para a vida da cidade.

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