Bienal Internacional de Buenos Aires 2017

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Nos dias 5 e 6 de abril, os artistas plásticos Anna Bella Geiger e Cildo Meirelles participaram do 4º Encontro Sur Global promovido pela I Bienal Internacional de Arte Contemporânea em Buenos Aires, a Bienal De Arte De Amer Del Sur, que acontecerá em 2017.

A artista foi entrevistada por Estrella de Diego, crítica de arte de Madri e curadora da exposição de Geiger em Sevilha, que acontecerá em junho deste ano. Quem também participou do evento foi João Fernandes, diretor adjunto do Museo Reina Sofia (Madri), conduzido por Anibal Jozami, diretor da Bienal, que contou com críticos e jornalistas internacionais.

Bienal Internacional de Arte Contemporânea em Buenos Aires

O objetivo da Bienal é definir um formato que funciona com respeito à singularidade redefinindo as posições tradicionais, complementando relações, recuperando tradições, que estabelece outras ligações entre o espaço e o tempo, sendo consistente com o novo paradigma pós autonôno que permite repensar a cena da arte e cultura contemporânea.

Retomando os objetivos do programa cultural da UNASUL, a convocatória desta Bienal Internacional de Arte Contemporânea objetiva:

• Promover e reforçar a cooperação cultural na região.
• Reconhecer e promover o valor central da cultura como base indispensável para o desenvolvimento
e superação da pobreza e desigualdade.
• Promover a redução das assimetrias regionais e sub-regionais com relação à promoção e ao acesso universal à cultura.

Veneza, São Paulo, Shanghai, Havana, Cuenca, cada uma destas e outras bienais existentes, carrega em sua história as marcas de sua origem ligadas de diferentes maneiras às sutis articulações entre o mundo da arte e a política. Procuraram, de diversas maneiras, estabelecer espaços para um convívio que fosse capaz -algumas vezes- de mostrar uma versão na escala do mapa de posições; outras, de ensaiar a convivência e a diluição de fronteiras.

Nelas, as produções simbólicas aparecem como representações de realidades heterogêneas e reproduzem na sede artística, de formas mais ou menos visíveis, esquemas de circulação e posicionamento previstos no âmbito político e econômico internacional.

Os artistas de nossos países costumam ser, na maioria das vezes, parte de um pequeno grupo dentro da diversidade. Por isso, parafraseando Nestor Garcia Canclini, é hora de “refazer os passaportes”, de estabelecer novos espaços nos quais as artes de nossos países assumam “uma presença real no atlas da arte do mundo”, nas palavras de Graciela Speranza.

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Espaços

A sede central da Bienal Internacional de Arte Contemporânea da UNASUL será o Centro Cultural Kirchner de Buenos Aires, Argentina. O espaço deste centro permitirá a convivência de obras de grandes formatos que favorecerão a sensação de habitar nelas e com elas. Além disso, este espaço oferece a possibilidade de expor mostras e diversas atividades simultâneas e, ao mesmo tempo, brincando com a própria memória do local –ex-Palácio dos correios e comunicações–
poderá tornar-se o nó para a difusão das atividades realizadas e também o ponto central de uma rede de vetores que irá conectar diferentes espaços, centros de arte, museus, escolas, universidades da cidade (entre os mais próximos e dos restantes como projeção a distância).

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