Acessibilidade auditiva na Galeria do Lago

© Foto: Tania Bonin

A Galeria do Lago foi criada para que o Museu da República tivesse um espaço próprio para exposições de Arte Contemporânea, estabelecendo um diálogo crítico e reflexivo sobre assuntos pertinentes a nossa cultura, sociedade e cotidiano, através da linguagem da arte.

A Arte Contemporânea tornou-se uma ferramenta para criar novas pontes de comunicação entre a memória, história e acontecimentos que se deram nos espaços do museu e seu jardim e por consequência no país, e artistas que se expressam numa diversidade de intervenções inéditas e realizadas especialmente para o espaço da galeria. Atualmente tem a coordenação e curadoria de Isabel Portella e realiza cerca de seis exposições ao ano.

Agora a Galeria do Lago dá mais um passo importante em sua proposta: a acessibilidade auditiva. O projeto iniciou com uma parceria com o INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos e a RAM – Rede de Acessibilidade nos Museus, para tornar as exposições acessíveis a estes visitantes, promovendo sua maior inserção no universo da arte contemporânea, oferecendo novas linguagens para conhecer o Museu e interação com todos os públicos da Galeria do Lago.

A acessibilidade será oferecida através de um filme com tradução em Linguagem Brasileira de Sinais – Libras, que estará disponível no Youtube e poderá ser acessado através de um Código QR (sigla do inglês Quick Response) que é um código de barras bidimensional que pode ser facilmente captado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera.

A artista Ursula Tautz da atual exposição Fluidostática em cartaz até o dia 10 de janeiro, orientada por professores do INES e por uma intérprete de Libras, preparou imagens de referência para o filme e fala dos conceitos e formas do seu trabalho com a tradução. Em 2016 a acessibilidade auditiva se estenderá a todas as exposições.

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