Abre no Rio primeira edição da Bienal de Arte Digital

Performing Sound, Playing Technology

Apreciar a intensa relação entre instrumentos musicais e os movimentos corporais é uma das propostas das performances da primeira edição da Bienal de Arte Digital, apresentada pelo Centro Cultural Oi Futuro, entre os dias 5 de fevereiro e 18 de março. Na primeira semana, o evento, que reúne as exposições de obras nacionais e internacionais com o tema linguagens híbridas, contará também com simpósio (nove debates) e quatro performances. “Corpus Nil”, obra performática do italiano Marco Donnarumma que mostra as transformações do corpo a partir de ritmos sonoros, será apresentada ao público na noite de quinta-feira, 8 de fevereiro. Antes dele, outros artistas brasileiros – André Damião, Duo Lumina e Bella – fazem suas intervenções no Centro Cultural Oi Futuro Flamengo (programação das performances completa abaixo).

Promovida pelo Festival de Arte Digital (FAD), a Bienal inicia o simpósio no dia 5, às 10h30m com palestra de abertura de Roberto Guimarães e Alberto Saraiva (Oi Futuro) e de Tadeus Mucelli (FAD/Bienal). Em seguida, palestra magna de Diana Domingues, pesquisadora pioneira no Brasil nos estudos da relação entre arte e ciência, às 10h30m, abordando arte e tecnociência; Ivan Henriques, artista-cientista brasileiro radicado na Holanda, que às 14h30m vai detalhar a importância de seu mais recente experimento, “Caravel”, uma escultura cinética capaz de produzir energia a partir dafotossíntese de bactérias anaeróbicas; e 15h30m, apresentação do INT – Instituto Nacional de Tecnologia com a presença de seu diretor. A escultura de Ivan Henriques, desenvolvida em parceria com a Universidade de Gante (Bélgica), permanecerá exposta na Bienal até 18 de março, junto às outras exposições selecionadas (confira a lista abaixo). À noite, é a vez da primeira performance do evento, com NARVA 2, do brasileiro André Damião, no átrio externo.

A primeira participação internacional no simpósio acontecerá no dia 6 de fevereiro, às 9h30m. Tratase da apresentação do cientista Joe Davis, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Departamento de Genética de Harvard, que mostrará sua visão sobre os artistas híbridos – artistas que tocam a arte e a ciência. Davis, de 66 anos, defende que o hibridismo dos artistas representa uma versão moderna dos antigos magos. Davis evita o argumento da arte versus a ciência, insistindo que ele fala ambas as línguas e não poderia separar as duas disciplinas em sua própria mente.

Na sequência de Davis, Bernardo Carvalho, pesquisador da UFRJ, também abordará o tema no simpósio. No mesmo dia, às 14h, será realizado mais um debate com a presença de Guto Nobrega, professor da UFRJ e doutor em Artes Interativas pela Universidade de Plymouth; o chileno Daniel Cruz, diretor do departamento de artes da Universidad de Chile; e o espanhol Solimán Lopez, mestre em arte e comunicação pelo Instituto de Artes Visuais de Jerez de la Frontera. À noite, no teatro, será realizada a performance do Duo Lumia, com interações entre música e imagens projetadas no palco.

Já no dia 7, quarta-feira, a Bienal contará com a performance da artista sonora carioca Bella. Denominada “UN”, sua apresentação explora imagem e som a partir de vibrações e iluminações promovidas na água. O italiano Marco Donnarumma encerra as performances na noite do dia 8. As apresentações no teatro têm entrada franca e para assistir basta retirar os ingressos com 30 minutos de antecedência na bilheteria do Oi Futuro.

Para participar do simpósio, o público precisa se inscrever, também gratuitamente, no endereço: www.bienalartedigital.com/inscricao-simposio. Ao longo da primeira semana do evento, o programa educativo também realizará oficinas relacionadas com as artes tecnológicas. As inscrições das oficinas devem ser feitas através do site no endereço: www.bienalartedigital.com/inscricao-oficina. As inscrições via site não garantem a participação. É preciso aguardar o contato por e-mail da produção confirmando a participação.

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