Lançamento da 3ª edição do Clube Colecionador na ArtRio

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A 3ª edição do Clube do Colecionador da Matias Brotas Arte Contemporânea ganha novo fôlego na medida em que avança com grande aceitação do público. Esta edição será lançada, dia 09 de setembro, no stand da galeria na ArtRio Fair. Os artistas selecionados foram Vanderlei Lopes (escultura em bronze), Lara Felipe (desenho), Mai-Britt Wolthers (serigrafia) e Antonio Bokel (escultura).

O carioca Antônio Bokel, indicado ao PIPA 2015 e com obras nas maiores coleções brasileiras como a de Gilberto Chateubriand , BGA Investimentos e no acervo do MAM, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, criou para a 3ª edição do clube uma escultura: uma caveira em bronze e spray sobre espelho chamada “Vai Idade”. “Esse trabalho é uma versão contemporânea do mito do Narciso, misturado com a poesia concreta de Augusto de Campos no jogo de palavras VAI – IDADE. É um trabalho poético e mitológico ao mesmo tempo, uma ideia simples, mas com muito significado”, explica o artista.

Bokel realizou a sua primeira exposição individual em 2003, na Ken’s Art Gallery, em Florença, Italia, onde residiu e fez cursos de fotografia e história da arte. No Rio de Janeiro, teve aulas de modelo vivo com Bandeira de Mello e fez cursos de pintura, com João Magalhães, e de arte, com Luiz Ernesto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Ao longo das duas últimas décadas, tem apresentado seu trabalho no Brasil e no exterior, em galerias e em intervenções urbanas, fazendo a ponte entre a arte de rua e a arte contemporânea. Seu trabalho já foi publicado nas revistas brasileiras Zupi, Vizoo e Santa, e na espanhola Rojo

O artista paulista Vanderlei Lopes, traz para o clube uma versão de sua escultura “ralo”, em bronze polido. Segundo o artista, esta obra ‘ralo’ refere-se e problematiza noções tradicionais da escultura, por meio de sua materialidade ou de sua aderência ao chão. “O bronze aqui alude a seu estado transitório, incandescente e líquido e seu tratamento polido, espelhado reflete o ambiente entorno da poça representada a ser drenada”, explica.

Vanderlei já realizou diversas coletivas pelo Brasil e no exterior como Argentina e Estados Unidos, e foi indicado duas vezes ao PIPA, em 2012 e 2014. Suas obras estão em coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Coleção Itaú, Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Ele constrói seu trabalho na intersecção das diversas linguagens que emprega, como desenhos, esculturas e vídeos. Por meio de uma observação do mundo e de um sentido experimental, opera sobreposições de temporalidades e espaços diversos em que tradição da cultura e transitoriedade se confluem na construção da experiência em seu trabalho.

Já a artista dinamarquesa, Mai-Britt Wolthers, criou para o clube uma gravura em metal. Ao falar sobre sua obra produzida para o clube, Mai-Britti destaca o interesse em trabalhar com a massa e a linha na mesma matriz. “Existe um duelo e ao mesmo tempo uma complementação entre a massa e a linha nesta gravura e fica claro que uma pequena linha sozinha no vazio (como a linha menor na parte direita da gravura) pode ganhar a cena toda”, explica.

Morando no Brasil desde os anos 80, Mai-Britti com suas longas pinceladas coloridas expande sua obra em direção à abstração, num constante trabalho focado na experiência do processo. Realizou diversas exposições individuais, dentre elas, a exposição “Hileia” no Centro Cultural dos Correios em 2010 e “Equações” no Centro Cultural São Paulo 2014, e foi selecionada para a Bienal Nacional de Santos em 2006 e XI Bienal do Recôncavo em 2011. Ela possui trabalhos no acervo da Prefeitura Municipal de Gribskov – Dinamarca, Centro Cultural dos Correios – Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea – Campo Grande e Instituto Figueiredo Ferraz – São Paulo.

Fechando a seleção de artistas, a capixaba Lara Felipe, que encerrou este mês de agosto sua individual “O Peso exato dessa Leveza” na Matias Brotas, traz para esta edição do clube do colecionador a obra ‘Domitila’, um desenho em técnica mista com colagem e aquarela. “A obra carrega em si parte de minha memória pessoal e afetiva. Domitila significa aquela que ama a sua casa”, explica a artista.

Lara Felipe, que atualmente vive no Arizona, Estados Unidos, participou de exposições de arte e design no Brasil e na América Latina, e já recebeu prêmios como designer e artista plástica, sendo mais importante o Prêmio Phillips de Arte para Jovens Talentos no Brasil e América Latina. A artista possui obras no acervo da Galeria da UFES e já participou de coletivas em outros estados com artistas renomados como José Bechara, Manfredo de Souzanetto, Amilcar de Castro. Em setemebro, Lara participa de uma exposição no distrito de Wynwood, em Miami e, também se prepara para participar da Trio Bienal Internacional do Rio.

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