Instalações sonoras atraem o público para o Museu Paranaense na Bienal de Curitiba

© Divulgação

A mostra Vozes da América Latina, exposta no Museu Paranaense durante a Bienal de Curitiba, possui curadoria de Alfons Hug e resgata não apenas um precioso patrimônio linguístico, mas também uma forma de ver e viver o mundo. A mostra fica em exposição até domingo e a entrada é gratuita.

Calcula-se que 85% das línguas que estavam vivas no ano de 1500 já tenham sido extintas e a exposição propõe logo de início uma viagem a culturas e linguagens através de instalações sonoras. “Ao entrar nas salas expositivas, o visitante primeiro ouve um murmúrio inespecífico e polifônico, composto por várias vozes e por um tapete sonoro, que faz lembrar um ambiente sacro; depois se aproxima de cada um dos alto-falantes e ouve distintamente o som de cada língua ameríndia, dentre centenas de idiomas em risco de extinção ou em situação crítica”, explica o curador. Painéis ao longo do museu acompanham as vozes e contam a história de línguas perdidas ou deixadas de lado na América.

O Museu Paranaense recebe as obras de Sonia Falcone e José Laura Yapita, Sandra Monterroso, Rainer Krause, Raul Quintanilla Armijo, Priscilla Monge, Léon David Cobo, María Rincón e Cláudia Rodrigues, José Huamán Turpo, Javier López e Erika Meza, Gustavo Tabares, Fabiano Kueva, Adriana Barreto e Paulo Nazareth.

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