Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC) chega ao Brasil

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A Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC) convida para o lançamento do seu centro educacional, que oferecerá formação nas disciplinas criativas com qualidade mundial, para estimular o desenvolvimento da economia criativa no Brasil.

Além de cursos livres e técnicos, a EBAC terá na sua grade curricular cursos de graduação com diploma da Universidade de Hertfordshire de Londres, uma das melhores universidades do Reino Unido. Entre os primeiros cursos a serem oferecidos pela EBAC constam Design Gráfico, Ilustração, Direção de Arte Digital, Motion and Broadcast Design, além de cursos inéditos no Brasil como Visualização de Projetos de Arquitetura e Desenvolvimento de Aplicativos para Dispositivos Móveis.

“Atualmente no Brasil os dados levantados sobre a economia criativa são insuficientes no sentido de permitir uma compreensão ampla das suas características e potenciais. A maior parte das pesquisas existentes é pontual e localizada, impedindo o desenvolvimento de análises aprofundadas quanto à natureza e ao impacto dos setores criativos na economia brasileira. Elas captam o resultado das atividades econômicas do trabalho formal, sem considerar a informalidade da economia criativa brasileira. Segundo o IBGE, a contribuição formal dos setores criativos ao PIB do Brasil em 2010 foi de R$ 104,37 bilhões ou 2,84% do PIB brasileiro. Segundo dados do Ministério do Trabalho, hoje existem mais de 1 milhão de brasileiros empregados nos setores criativos, com um crescimento de mais de 90% nos últimos 10 anos. No Reino Unido em 2014, por exemplo, estima-se que os setores criativos contribuíram para £84,1 bilhões de libras esterlinas ou 5,2% do PIB, com mais de 1,8 milhões de profissionais ativos”, afirma Mauricio Tortosa, diretor-presidente da EBAC.

O debate acerca da formação e ensino para o desenvolvimento de competências criativas merece atenção no nosso país. A construção dessas competências vai muito além da instrução e difusão de conteúdos de natureza técnica, mas envolve um olhar múltiplo e transdisciplinar que integra valores, técnica e sensibilidade, empreendedorismo, habilidades sociais e de comunicação, compreensão de dinâmicas de mercado e socioculturais, informação política e capacidade de articulação. Este professional ainda é pouco encontrado em nosso país. A EBAC vem auxiliar na diminuição desse déficit de possibilidades de qualificação. “Nos últimos dois anos, mais de 5,5 mil jovens saíram do Brasil para estudar no Reino Unido em busca de melhor qualidade de ensino e tenho dúvidas que voltarão porque quando formados encontrarão um mercado mais desenvolvido, estável e inovador, que rapidamente oferecerá a eles um enorme horizonte para expressar seu DNA criativo e empreendedor. Eles têm uma vida pela frente. Nosso grande desafio é desenvolver e reter esses talentos aqui. A educação de qualidade mundial é um dos caminhos prioritários para levar o Brasil a um estágio de desenvolvimento mais avançado”, exalta Mauricio.

A parceria entre a EBAC e a Universidade de Hertfordshire é estratégica e envolve transferência de know-how. Os alunos estudarão em São Paulo da mesma forma que estudam na Universidade em Londres. A Universidade de Hertfordshire é uma universidade ambiciosa e empreendedora que recentemente recebeu o importante prêmio do “Times Higher Education” de “Universidade Empreendedora do Ano”. Oferecendo excelência de ensino, aprendizado e pesquisa é uma das líderes na colaboração com a indústria, focada na empregabilidade dos estudantes. Mais de 95% dos alunos entram no mercado de trabalho em até seis meses de concluírem o curso, fazendo da Universidade de Hertfordshire uma das líderes de empregabilidade do Reino Unido. Com um volume de negócios de mais de 250 milhões de libras esterlinas (um bilhão e duzentos e oitenta milhões de reais), com aproximadamente 25 mil alunos, incluindo 2.500 de mais de 120 países, a Universidade de Hertfordshire é uma das maiores do Reino Unido. A Universidade é conhecida pelas instalações e recursos de qualidade mundial, em todas as áreas das disciplinas criativas, incluindo parcerias com empresas como a BBC, Warner Bros, Sony Music, Foster & Partners, e parcerias com escolas em Moscou, Kuala Lampur, Japão, China e agora o Brasil.

Segundo Katherine Merseth, diretora do programa de formação de professores de Harvard e que esteve recentemente no Brasil, o principal motor do aprendizado do aluno não é o livro, o currículo, o número de estudantes em sala de aula ou sua bagagem cultural. Se um jovem tem um professor de baixo desempenho e outra instituição nas mesmas condições tem um professor de excelência, em três anos a diferença de aprendizado entre as duas será de 50%, o que significa que valorizar e investir no professor é o fator de maior impacto. Por isso, na EBAC, a seleção e contratação do corpo docente tem prioridade.

A escola está aberta para inscrições pelo site com um processo seletivo criterioso, incluindo entrevistas com pais e alunos. Em conjunto com parceiros das iniciativas pública e privada, a EBAC está construindo um programa de bolsas de estudo. A intenção é que parte das vagas disponíveis sejam preenchidas por bolsistas.

“No Brasil os desafios são enormes e instigantes. Há muita oportunidade. Nossos investimentos não se justificam somente pelo crescimento de empregos criados pelos setores criativos ou pela contribuição da cultura e da criatividade no PIB, mas especialmente porque a cultura é o nosso primeiro recurso econômico. Este projeto é uma novidade no Brasil, mas em 10 anos o país descobrirá que não será mais necessário atravessar fronteiras para ter acesso a uma das melhores escolas de disciplinas criativas do mundo”, finaliza Mauricio.

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