Delicadeza preenche os salões da Mendes Wood

© Galeria Mendes Wood

A fachada da Galeria Mendes Wood não poderia ser mais receptiva para os artistas presentes nos salões do espaço. Desde os dia 03 de outubro, a galeria abriu as portas para receber três exposições unidas pela delicadeza.

O artista Paulo Monteiro preenche o salão de entrada da galeria com obras que sintetizam o seu trabalho. Nela, pinturas e esculturas dialogam e se complementam entre pinceladas e marcas no ferro. Suas linhas empastadas trazem o estudo da cor e sua capacidade na distância em pequenos e grandes formatos. Nas pinturas de maiores formatos, à distância, a linha parece se destacar, saindo do meio e distanciando, saltado do fundo evidenciando a si e deixando a cor chapada como segundo plano. De perto, ela se mostra apenas um detalhe da cor escura do fundo, muito mais presente. Suas esculturas perdem o peso material e sua força quando artista o expõe delicadamente as marcas que deixara, como se a linha deixasse o suporte da pintura e se tornasse escultura.

Seguindo à área externa, encontram-se as obras de Micheal Dean. O artista britânico expõe pela segunda vez na galeria, dessa vez com esculturas que exploram a organicidade e o fluxo de pensamento da linguagem verbal e escrita. As obras do artista desenham um caminho da área externa da galeria até a área interna seguinte, nos questionando que lado percorrer por entre elas, cabendo a nós decidir. Seus trabalho são criados com concreto, mas não parece. Suas esculturas tiram a linearidade da arquitetura da galeria e trabalham em sintonia com a natureza da área. Formas curvilíneas são trabalhadas desafiando o material.

Por fim, encontramos um conjunto de obras que formam a coletiva “Poem Nº 00000000000000000000000000000, 9”, curada pela galeria de Berlim Supportico Lopez. Reúne um grupo de artistas que a partir de um poema de Henri Chopin, exploram as estruturas sígnicas do poema e da linguagem. Palavras tornam-se imagens. Dentro do salão, é possível entender a proposta com paredes e espaços repletos de informação. A exposição explora também a brevidade da informação, uma após outra. A mostra reúne artista como Zin Taylor, Natalie Häusler, Karl Holmqvist, Gregorio Magnani, Julian Beck, Henri Chopin, James Hoff, Adriano Costa e Lenora de Barros.

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