© Imagem

Esta obra faz parte da série Metropolis que o artista plástico Zécésar vem desenvolvendo sobre o tema “cidade”. Toda ela feita em papelão de caixas e embalagens, busca manifestar a problemática da cidade grande: o crescimento desordenado, a superpopulação, a vida corrida, o trânsito caótico. O material utilizado é justificado pelo artista: “Uso o papelão como uma ironia ou como uma metáfora, transformando um material que é um lixo produzido pelo consumo da cidade numa representação dessa mesma cidade”.

Professor de gravura da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (UFG), Zécésar trabalha com os processos tradicionais, como a gravura em metal, a litografia, a serigrafia, e pesquisa materiais distintos que sirvam como suporte de gravura, como plásticos, chapas de offset, chapas de circuito impresso, papelões, lixas etc. Com os resultados expressivos conquistados com o papelão em Metropolis, o artista passou a explorá-lo não mais como gravura, e sim como trabalho final.

Zécésar cita a importância dos gravadores brasileiros Lívio Abramo, Rubem Grilo, Evandro Jardim e Renina Katz, e salienta estar atento não só às artes plásticas, mas a todas as manifestações artísticas, como a música e o cinema. Para ele, “arte é toda a forma de manifestação humana que atinge não só a razão, mas também a sensibilidade das pessoas. É uma forma de perceber e expressar o mundo de maneira sensível, diferentemente do conhecimento científico”.

Para entrar em contato com Zécésar, escreva para: jotace@cultura.com.br

Compartilhar: