Yvens Klein, Relieve planetario azul sin título,1961

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Yves Klein – Cronologia

CRONOLOGIA 1928 – Nasce em Nice, filho de um casal de artistas. 1947 – Inicia seus estudos do Judô e, no Clube de Judô de Nice, conhece Arman e Claude Pascal, que seriam amigos por toda a vida. 1949 – Após longo período de viagens pela Itália e um ano de serviço militar na Alemanha, […]

CRONOLOGIA

1928 – Nasce em Nice, filho de um casal de artistas.
1947 – Inicia seus estudos do Judô e, no Clube de Judô de Nice, conhece Arman e Claude Pascal, que seriam amigos por toda a vida.
1949 – Após longo período de viagens pela Itália e um ano de serviço militar na Alemanha, instala-se em Londres com Claude Pascal.
1950 – Produz as primeiras monocromias em guache e aquarela sobre cartão e papel. Convida amigos a conhecer as obras em sua casa e registra suas impressões em diários. Viaja pela Irlanda.
1951 – Movido pelo desejo de aprender espanhol, muda-se para Madri, onde vive por cinco meses ensinando judô e francês.
1952 – Viaja ao Japão e recebe o título mais alto concedido a um judoca europeu.
1954 – De volta a Paris, lança um livro sobre o judô e se dedica à arte. Publica uma coleção de monocromos, seu primeiro gesto público, com o qual propõe o problema da ilusão na arte.
1955 – Apresenta sua primeira pintura monocromática no Salon des Realité Nouvelles, reservado a artistas abstratos. O monocromo laranja fosco é desdenhado pelos jurados. Em outubro, faz sua primeira individual nos salões da editora Lacoste, com monocromos de diversos tamanhos e cores. Durante a exposição, conhece o crítico de arte Pierre Restany, uma relação que se provaria essencial às carreiras de ambos.
1956 – Faz uma individual com moncromos na galeria parisiense Collete Allendy
1957 – Abre a mostra “Propositions Monochrome”, com 11 monocromos de formato, cor e preço idênticos na galeria Apollinaire, em Milão. A cor era o azul ultramar. Uma delas é comprada por Lucia Fontana. Em Paris, faz uma exposição simultânea em dois espaços. Na galeria Iris Clert, expõe monocromos azuis e celebra sua “fase azul” soltando 1.001 balões dessa cor nos céus da cidade. Na galeria Allendy, expõe obras que davam pistas de suas futuras criações: esculturas, tinas de pigmento puro, as primeiras pinturas de fogo e sua primeira obra imaterial, um cômodo vazio como testemunho da presença da sensibilidade pictórica em estado de matéria prima. “Propositions Monochrome” se repete em Dusseldorf e Londres. Conhece Rotraut Uecker, artista alemã que se tornaria sua ajudante e esposa.
1958 – É comissionado a ambientar o novo prédio da Gelsenkirchen Opera House, que ocupa com seis monumentais relevos em gesso e arame cobertos com esponjas naturais impregnadas de azul. Em junho, realiza sua primeira experiência com “pincéis vivos”: modelos cobertos de tinta que pintam as telas com seus corpos seguindo as orientações de Klein. Participa da 1ª Bienal de Paris, fundamental para a posterior formação do grupo do Novo Realismo. Faz diversas exposições em Paris.
1960 – Apresenta as primeiras pinturas incorporando ouro, a séria Monogold. Realiza em público uma ação performática com pinceis vivos, intitulada “Antropometrias da fase azul”. Registra a fórmula para seu pigmento azul, o International Klein Blue (IKB) e obtém sua patente. Realiza sua primeira Cosmogonia, prendendo um lenço pintado de azul ao teto de seu carro durante uma viagem, para que sofresse a ação dos elementos. Realiza o Salto ao Vazio. Formaliza sua participação no grupo dos Novos Realistas e apresenta o Teatro do Vazio.
1961 – Tem individuais nas galerias de Leo Castelli, em Nova Iorque, e Virginia Dwan, em Los Angeles. É oficialmente dissolvido o grupo dos Novos Realistas.
1962 – Casa-se com Rotraut, em uma cerimônia seguida de almoço com coquetéis azuis. Com a ajuda de François Dufresne e Niki de Santi-Phalle, desmonta quadros de uma sala do Museu de Arte Moderna de Pais para criar uma “zona de sensibilidade imaterial”. Além dessa sala, a mostra inclui maquetes dos projetos Arquitetura do Ar e Foguete Pneumático, este último um objeto utópico, movido pela pulsação do ar, um veículo sem retorno destinado aos consumidores do imaterial, para que um dia pudessem desaparecer no vazio. Morre em 6 de junho, em sua casa em Paris.

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