Um novo polo da arte em Campina Grande

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Um grande ganho para o circuito artístico brasileiro, e principalmente o nordestino, foi a inauguração do Museu Assis Chateaubriand da Universidade Estadual da Paraíba (MAC-UEPB), em Campina Grande. Abriu as portas em junho, preservando o acervo do antigo Museu e Artes Assis Chateaubriand (MAAC), inaugurado em 1967 como resultado de uma campanha liderada pelo colecionador e mecenas Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, também responsável pela criação do MASP.

Tendo à frente a reitora da UEPB Marlene Alves, o museu tem instalações modernas, arquitetadas por Acácio Gil Borsoi e Janete Costa, seguindo uma nova proposta museológica:
“É um museu vertical com ações transversais por meio da educação, música, literatura, teatro, linguagens multimídias, e principalmente com o foco na formação de um público, tendo como instrumentos aliados a cidadania e a formação do intelecto e da nossa identidade enquanto OUTRAS NOTAS povo e sociedade”, explica Ângelo Rafael, diretor do museu. Sua nova estrutura vem preparada para a inserção de Campina Grande no circuito de grandes museus e para a missão de inclusão social, com 1.500 m² distribuídos entre salas de exposições, biblioteca e outras facilidades.

Sua exposição permanente inclui um amplo panorama da história da arte brasileira, desde o neoclassicismo acadêmico, contando com uma notável coleção de obras do artista paraibano Pedro Américo, às vanguardas dos anos 1960, passando pelo processo modernizador, o abstracionismo e o primitivismo. Outros nomes ilustres do acervo são Eliseu Visconti, Djanira, Cândido Portinari, Antônio Dias e Anita Malfatti.

Ponto para a UEPB que, ao apoiar essa iniciativa, reconhece a importância das artes visuais para a cultura do Estado e da região. Torcemos para que o novo museu se torne ponto de parada para as grandes exposições

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