© imagem: Cortesia da Galeria Movimento

A instalação Encontros na hora do rush, do artista plástico Tomaz Viana, o Toz, participou, em 2008, da exposição Laços do Olhar, no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo. “Procurei levar um pouco da história do cotidiano: tanto do caos urbano, quanto do caos interno, dos pensamentos e relações”. Também segundo o artista, este é um trabalho autobiográfico, foi construído a partir da sua relação com pessoas próximas e a cidade que, de acordo com Toz, ora é o céu, ora o inferno.

Há alguns personagens presentes nesta instalação que são recorrentes na obra de Toz: a japonesa Nina, o bebê idoso, o fantasminha Shimu, entre outros que podem ser vistos também nos muros da cidade. Os trabalhos muitas vezes dialogam entre si, são sequências de uma mesma história.

Integrante do grupo de grafite Flashback Crew, Toz não se identifica com o título de artista: “sempre desenhei em toda minha vida, na adolescência queria fazer quadrinho e curtia pichação, quando conheci o grafite, me identifiquei com toda cultura. Sou da geração pop, americanizada, mas o meu trabalho é 100% nacional”. Tampouco o status de arte seria uma questão para o movimento do grafite que, segundo ele, é feito por diversão e protesto.

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