© Thiago Martins de Melo

A produção de Thiago Martins de Melo pode ser entendida como uma reflexão crítica ao presente do Brasil, mais especificamente do Estado do Maranhão, onde o artista reside. Suas pinturas figurativas carregadas de matéria e cores fortes traduzem cenários complexos em paisagens barrocas, onde signos da política, sociedade, cultura e espiritualidade, tanto da história do Brasil como do classicismo, misturam-se em conflito e violência. Para a 31.ª Bienal, extrapolando os limites da tela, Thiago Martins de Melo propôs uma grande instalação composta por pinturas e esculturas organizadas como uma espécie de mausoléu aos mártires amazônicos. Apropriando-se dos materiais e formas tradicionais da arte e arquitetura – como o uso do bronze e a disposição dos objetos como tholos grego – a obra se configura também em uma tentativa de inverter processos colonizadores e de hegemonia ideológica, prestando homenagem aos movimentos de resistência étnica e popular.

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