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Com 58 galerias estrangeiras entre os 136 expositores, a SP Arte teve em abril sua maior e mais internacional edição. Arte estrangeira invadiu também os estandes das galerias brasileiras, como a lâmpada de Olafur Eliason, na Galeria Bergamin, e a escultura cinética de Julio Le Parc, na Nara Roesler, esta última vendida por R$ 2,1 milhões.

A diversão do público ficou por conta de obras espetaculares, como um raro óleo de Tarsila do Amaral, na galeria Almeida e Dale, estimado em R$ 17 milhões, ou a banca de sorvete com seis sabores em tons de cinza, criação do artista João Loureiro, da Vermelho. A intervenção de Regina Silveira para a Rolls Royce foi outra das obras mais comentadas, além dos projetos de Traplev e Carolina Vieira para o Laboratório Curatorial e a seção Solo, com curadoria de Rodrigo Moura.

Nas galerias nacionais, as vendas foram mais lentas que no ano passado, mas eram oferecidas peças de valor maior. Já as internacionais comemoraram bons negócios, prova de que as coleções brasileiras estão cada vez mais globalizadas. Entre colecionadores de arte moderna, os preços altos e a insegurança gerada pelo novo decreto de tombamento de obras de arte privadas esfriou o ímpeto das compras.

Em um calendário de feira concorrido e com poucas novidades, a SP Arte se diferencia também pelo circuito de incríveis visitas a coleções particulares, eventos paralelos e ótimas baladas pós-feira. Foi o caso de Eduardo Leme, que expôs sua coleção em um espaço de concreto parecido com um pequeno museu, e da festa de abertura da exposição de Rosana Ricalde, na Emma Thomas, que animou boa parte dos players do mercado até altas horas.

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