A Dasartes foi conferir o Salão de Artes e Antiguidades do Clube Hebraica, que aconteceu entre 18 e 23 de agosto. A noite beneficente de abertura da primeira e mais tradicional feira de artes do Brasil foi prestigiada por colecionadores de peso. Peso também foi dado pelas galerias, antiquários, joalheiros e livreiros, que trouxeram à feira obras extraordinárias de artistas como Portinari e Tomie Ohtake, entre muitos outros, e novidades, como as fotografias de Bernard Pras, além do tradicional leilão de joias e relógios da Dedalo e das edições raras de Rozana Hypolito. O mix parece ter agradado, já que todos os expositores se mostraram satisfeitos com os negócios.

Continuando a tradição de promover uma exposição de arte a cada edição, este ano o Salão trouxe Os Caminhos da Arte entre o Brasil e a França, produzida pela Pinakotheke. A mostra traçou paralelos entre a arte francesa e brasileira por meio de obras de artistas brasileiros que moraram na França ou foram alunos de mestres franceses, um rápido panorama da influência francesa na arte do Brasil. Apesar das maravilhosas telas expostas, que iam de Visconti a Cícero Dias, das fotografias de Sebastião Salgado e esculturas de Krajcberg e outros, o que mais chamou a atenção foi um vídeo inédito de uma entrevista de Lygia Clark em que a artista explica suas terapias corporais usando os famosos sacos de ar e outros apetrechos não menos conhecidos. Suas máscaras sensoriais também faziam parte da exposição.

 

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