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Como vocês montaram o ateliê?

Filipe: Começamos a trabalhar juntos antes de nos conhecermos. A Rosana fazia
parte de um atelier coletivo em Niterói e, através de amigos em comum, acabei alugando uma
vaga naquele espaço. Em 2000 nos mudamos para Santa Teresa, onde mantivemos atelier até
2010, quando nos mudamos para Botafogo. Um ano antes já tínhamos iniciado a construção
desse espaço em Rio das Ostras. Atualmente nos dividimos entre esses dois espaços, sendo o
atelier de Rio das Ostras o local onde passamos a maior parte do tempo e onde produzimos a
maioria das obras.

Quantas pessoas trabalham com vocês?

Rosana e Filipe: Nove pessoas.

Qual a rotina diária de vocês?

Rosana: Em geral começo a trabalhar no atelier às 9h, paro ao meio-dia e retorno às 14h;
dali engato até as 18h. À noite faço a parte de escritório, como responder emails, baixar fotos,
tratar imagens, leitura… Mas vejo que o tempo gasto com o trabalho é muito maior do que
esse período – a mente se ocupa de trabalho mesmo quando não estou no atelier ou no
escritório.

Felipe: :Acho que isso depende muito do projeto que estivermos desenvolvendo no
momento. Mas trabalhamos diariamente. Nossos dois ateliers funcionam com a nossa
presença ou não – neste caso estamos sempre em contato com quem fica. A tecnologia nesse
ponto é fundamental para estarmos em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Qual o processo criativo de vocês? 

Rosana: Faz parte do meu processo estar todos os dias em contato com os materiais, os
livros. Isso faz com que o trabalho flua naturalmente. A elaboração diária da obra me dá muito
prazer e a intimidade com ela me permite achar a medida certa para cada idéia.

Felipe: Leitura, trabalho, teste, erro, idéia, erro, mais testes, trabalho, pesquisa, idéia,
teste…

Seu material de trabalho é…

Rosana: Livros, papéis, canetas, tesouras, tintas. Gosto do desafio de trabalhar com coisas
bem simples.

Felipe: Livros, coleções, trabalhos de arte, ferramentas, computadores, muitas mesas,
crianças…

 

 

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