O rico Damien Hirst, em diamantes e formaldeído

© Prudence Cuming Associates

O Tate Modern abre as portas entre os dias 4 de abril e 9 de setembro para uma jornada de duas décadas de invenções do inglês Damien Hirst. Reconhecido como um dos mais promissores artistas britanicos dos anos 1990, do grupo conhecido como Young British Artists, ou YBAs, Hirst possui um dos trabalhos mais icônicos da historia da arte recente. For the Love of God, um crânio humano com os dentes e coberto por 8.601 diamantes perfeitos, foi avaliado em 50 milhões de libras e ocupará uma sala especial e gratuita no museu no período da mostra.

Os assuntos recorrentes do trabalho do artista, como o embate entre a vida e a morte e entre as crenças e sistema de valores são o mote da exposição, e entre as peças que representam estes temas estão o simbólico A Thousand Years, de 1990, onde Hirst representa o cico de vida através da cabeça de uma vaca. Ao lado destas esculturas, a mostra também trará diversas outras obras incluindo pinturas das séries Spin e Fly.

Outra atração é a instalação In and Out of Love, de 1991, que nunca havia sido mostrada inteiramente ao público desde a sua criação, junto a Pharmacy, de 1992, que também é uma de suas obras-ícone. Entre as setenta obras selecionadas estão também esculturas produzidas por Damien nos anos 1990, como The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, e Mother and Child Divided, duas obras que mostram animais conservados em formaldeído, que se tornou uma de suas características ao lado das telas de pontos, que exibem fileiras de pontos coloridos.

A mostra, que conta com a curadoria de Ann Gallagher, promete trazer à tona polêmicas que giram em torno de Hirst, que tem 46 anos e é o artista vivo mais rico do mundo. Ele já foi alvo de diversas acusações de plágio ao longo da sua carreira e, recentemente, foi severamente criticado pelo também britânico David Hockney por contratar assistentes para realizar algumas de suas obras. Para Hockney, que apresentou entre os dias 21 de janeiro e 9 de abril de 2012 uma retrospectiva de sua obra na Royal Academy of Arts de Londres, essa atitude vai contra o conceito primário de arte, e empregou um provérbio chinês para sustentar sua posição: “Para se fazer arte, é preciso o olho, a mão e o coração. Só dois não bastam”.

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