© Secessión Miró, Miró, Joan/ Licenciado por AUTIVIS, Brasil, 2010

Lavínia Vlasak é atriz e nasceu no Rio de Janeiro, morou um tempo nos Estados Unidos, mas foi no retorno ao Brasil que tomou gosto pelas artes. A paixão pela obra de Miró a acompanha desde então, encantada pela simplicidade das linhas e pela força das cores. “Ao vermos uma obra de Miró, temos a vã ilusão de que poderíamos fazer igual”, confessa rindo.

Para a atriz, a obra de seus sonhos é L’ or de l´atzur (O ouro do Azul). O quadro data de 1967 e reúne as principais características da obra do artista. As cores primárias e os traços despojados são detalhes que dão à atriz a sensação de uma grande brincadeira: “A impressão que tenho é de que ele pintou o quadro com muita alegria”, comenta. Ficou decepcionada quando, em uma visita à Fundação Miró, planejada com o objetivo específico de ver esta obra, descobriu-a fora de exposição.

Joan Miró nasceu em Barcelona, na Espanha, em 20 de abril de 1893. Apesar da insistência do pai em vê-lo graduado, não completou os estudos. Frequentou uma escola comercial e trabalhou em um escritório por dois anos até sofrer um esgotamento nervoso. Em 1912, seus pais finalmente consentiram que ingressasse em uma escola de arte em Barcelona. Estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris.

Para os críticos, Miró trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam, mediante a destruição dos valores tradicionais. Lavínia destaca ainda o sentimento que o trabalho de Miró desperta: “Os traços são displicentes, quase infantis, e isso remete ao lúdico da minha alma, me faz ser criança”.

De acordo com a página da Fundação Joan Miró, a obra representa estrelas, planetas, configurações básicas de caracteres essenciais como homens e mulheres. A linha ondulada representa um pássaro que reinventa o horizonte, contribuindo para a definição deste espaço e oferece uma nova visão da Cosmologia de Miró.

Durante seu trabalho, o artista também tentou criar meios de expressão metafórica, ou seja, descobrir signos que representassem conceitos da natureza em um sentido poético e transcendental. No início da segunda guerra mundial, pintou ainda a célebre Constelações, que simboliza a evocação de todo o poder criativo dos elementos e do cosmos para enfrentar as forças anônimas da corrupção política e social causadora da miséria e da guerra. Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, Espanha, em 25 de dezembro de 1983.

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