© Henrique Assis

Três casas estão afundando no chão da galeria Celma Albuquerque, em Belo Horizonte. A única parte que sobrou acima da linha d’água são seus tetos, em areia, mármore branco e preto. Ao redor, as lamas que dão nome à mostra – 3 lamas (ai, pareciam eternas!) – têm as mesmas cores das casas e se movem lentamente, dando a impressão de que as elas ainda não acabaram de se desmanchar e, se voltarmos no dia seguinte, não estarão mais lá. Não eram eternas, afinal.

A façanha é mais um projeto maluco e maravilhoso de Nuno Ramos, que interditou o espaço da galeria por mais de dois meses para sua instalação. “Somos loucos”, foi o comentário de Lucio Albuquerque, sócio do espaço. E quem duvida? Loucos ou não, são poucas as galerias que investem tanto em apoiar um artista em projetos não comerciais e adoraríamos ver mais delas fazendo este papel. Parabéns à Celma Albuquerque!

Compartilhar: