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A Galeria de Arte Ibeu apresenta até o dia 30 de agosto a exposição Novíssimos 2013. Esta é a 43.ª edição do Salão de Artes Visuais Novíssimos, que tem o objetivo de reconhecer e estimular a produção de novos artistas, apresentando um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contemporânea brasileira. Em todos esses anos de existência, participaram do salão artistas como Anna Bella Geiger, Ivens Machado, Ascânio MMM, Ana Holck, Mariana Manhães, Bruno Miguel, Pedro Varela, e Gisele Camargo, entre muitos outros – até 2012, 566 artistas já estiveram nesta coletiva. Para este ano, foram selecionados 16 artistas com trabalhos em desenho, pintura, instalação, objeto, vídeo e fotografia. São eles: André Terayama, Carolina Martinez, Daniel Frota, Eduarda Estrella, Fernanda Furtado, Frederico Filippi, Íris Helena, Luisa Marques, Luiza Crosman, Maíra Dietrich, Marcela Antunes, Marcelle Manacés, Mario Grisolli, Mayra Martins Redin, René Gaertner e Rodrigo Moreira. Dentre todos estes, a Comissão Cultural do Ibeu decidiu premiar com uma exposição individual simultânea em 2014 os artistas Frederico Filippi, com a obra “Estruturalismo Tardio” e Mayra Martins Redin, pelo conjunto apresentado. Os artistas receberão acompanhamento crítico dos membros da comissão cultural e apresentarão sua produção na Galeria de Arte Ibeu, em 2014. Para a crítica de arte Fernanda Lopes, que assina o texto da mostra atual, a produção de Mayra se situa numa dimensão mais íntima do cotidiano, embaralhando limites e trazendo as fragilidades e a precariedade do humano. Já Frederico Filippi usa como pano de fundo para suas obras a noção de história, deixando de lado verdades absolutas e movimentos fechados de causa e efeito. Ainda segundo a crítica, deslocar parece ser o mote dos trabalhos selecionados para a 43.ª edição do Novíssimos. Segundo ela, “em um contexto geral onde as dúvidas parecem não ter mais espaço, a produção selecionada para esta exposição parece ter como um ponto em comum a tentativa de indicar folgas, revelar falhas, abrir brechas em uma zona de conforto, restituindo ao público, à instituição e ao artista o incômodo e difícil benefício da dúvida”.

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