Monumental ano para as artes em Paris

© divulgação Ministério da Cultura e da Comunicação-Didier Plowy

Paris é reconhecida como uma das capitais culturais do mundo. Rodeada de história, a Cidade Luz, que foi berço da Belle Époque e assistiu a diversos períodos de efervescência cultural, é um destino essencial quando o assunto é cultura e, principalmente, arte. Isso porque, na cidade onde tantos escritores e pintores deixaram suas marcas, estão alguns dos museus mais importantes do mundo, como o Louvre, o Centre Pompidou e o Musée D’orsay.

É na cidade que também acontecem grandes eventos como o Monumenta, que está em sua quinta edição. Idealizada pelo Ministério da Cultura francês, o projeto convida artistas a fazer uma obra monumental especialmente para ocupar os 13.500 m2 da nave do Grand Palais em determinado período. Este ano, o convidado é o francês Daniel Buren, que exibirá a sua instalação entre os dias 10 de maio e 21 de junho.

O desafio de Buren, que é um dos artistas franceses com maior visibilidade internacional atualmente, é mostrar ao público uma obra que esteja à altura das produzidas em edições anteriores pelo alemão Anselm Kiefer, o americano Richard Serra, o francês Christian Boltanski e o indiano Anish Kapoor, que já assinaram instalações no mesmo evento nos anos de 2007, 2008, 2010 e 2011, respectivamente.

Nascido em 1938 em Boulogne-Billancourt, cidade próxima de Paris, Daniel Buren já realizou mais de duas mil exposições no mundo todo. Seus trabalhos, que ajudaram a repensar a maneira de produzir e até mesmo de ver a arte contemporânea e revelam ao público uma das características mais marcantes de Daniel: fazer com que a obra de arte e o espaço se tornem um só através de elementos simples que metamorfoseam a percepção do espectador. É justamente esta a proposta do artista para quem visitar o Grand Palais durante o encontro: provocar uma sensação de liberdade e experimentação no público, tornando-o um agente participativo de sua obra de arte, além de democratizar a arte contemporânea. Daniel Buren também promete mostrar na instalação ao público outra de suas assinaturas: o uso cauteloso dos materiais, que causa um efeito máximo e revela dimensões escondidas, mesclando passado e presente.

Além da Monumenta, Paris está com um calendário repleto de exposições até o fim de 2012. No próprio Grand Palais está programada a retrospectiva dedicada ao fotógrafo Helmut Newton, até o dia 17 de junho. Outra opção para os amantes da arte fica em cartaz até 16 de julho: é a mostra Beauté Animal – De Dürer à Jeff Koons, que se concentra na representação de animais e apresenta artistas da renascença à arte contemporânea.

Gerhard Richter também ganha exposição no Musée du Louvre, após passar por Londres e Berlim. O panorama da carreira do artista, que celebra 80 anos, poderá ser visto entre os dias 17 de junho a 17 de setembro. E até o dia 1º de julho, acontece no Musée D’Orsay a primeira grande exposição monográfica de Edgar Degas em Paris em mais de duas décadas. A mostra leva ao museu a evolução do nu ao longo da carreira do artista, incluindo obras pouco exibidas ao público.

 

Paris ainda guarda outros tesouros; confira:

Degas et le nu | Degas
Até 1 de julho
Musée d’Orsay

Paires et séries | Matisse
Até 18 de junho
Centre Pompidou

La Triennale 2012 – Intense proximité
20 de abril – 26 de agosto
Palais de Tokyo

Entrelacs | Ai Weiwei
Até 29 de abril
Jeu de Paume

Crumb
13 de abril – 19 de agosto
Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

Photographies | Berenice Abbott
Até 29 de abril
Jeu de Paume

Eugène Atget et Emmanuel Pottier
18 de abril – 29 de julho
Musée Carnavalet

L’impressionnisme et la mode
A partir de 25 de setembro
Musée d’Orsay

Louis Vuitton & Marc Jacobs
9 de março – 16 de setembro
Musée des Arts Décoratifs

 

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