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O novo Museu da Imagem e do Som (MIS) na Avenida Atlântica, em Copacabana, com projeto do escritório de Nova Iorque Diller Scofidio + Renfro, gera polêmica e entusiasmo. A população já imagina filas na orla para ver Carmem Miranda, Pixinguinha, Grande Otelo, Cartola, Chacrinha, Drummond, Hélio Oiticica e outros ícones da história cultural da cidade. Arquitetos, professores e estudantes questionam o concurso fechado. Ansiedade, medo e euforia em torno de um museu multimídia no bairro cartão-postal que é uma cidade bela e caótica dentro da cidade.

Um espaço para celebrar a história da Bossa Nova, com projeto do escritório Jaime Lerner, ocupará o terreno do batalhão da PM no Leblon. A revitalização da zona portuária prevê um novo equipamento para as artes plásticas no Palacete Dom João VI, no coração da Praça Mauá. O lugar foi anunciado com o pomposo nome de Pinacoteca Municipal, nada mais equivocado e infeliz.

O professor da PUC e crítico de arte Luiz Camillo Osorio é o novo curador do MAM. Em suas primeiras entrevistas no cargo, Camillo anuncia que vai fortalecer ações de pesquisa e educação, uma nova biblioteca e parcerias com a PUC. Artistas plásticos do Rio e de outras cidades se reúnem para manifestar apoio à nova gestão e organizar o movimento pró-MAM. O museu tem história, acervo, arquitetura, paisagismo e extraordinária localização. A cidade precisa do MAM forte nesse momento de transformação urbana.

No meio da crise, o Rio se mexe para combater a decadência geral e o esvaziamento cultural. Uma cidade se reinventando na nossa cara. É tempo de colaborar, de meter a mão para construir um futuro melhor. Eu, você e cada um de nós.

Esclarecimento: Ano passado, o editor da revista, Adolfo Montejo Navas, me convidou para escrever seis colunas neste espaço Alto-falante Dasartes. Esta é a última. Agradeço a oportunidade de chegar aos leitores. Abraços.

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