© Dominique Valansi

Dono de um vasto currículo e ampla produção – ele foi o primeiro colocado no ranking do Itaú Cultural como curador de maior atividade nos últimos quinze anos –, Fernando Cocchiaralle tem muito a falar sobre arte. Entretanto, em seu novo projeto, sua principal função é dar vez – e voz – para que outras importantes personalidades artísticas falem de suas experiências e reflexões. Fernando foi convidado pela ArtRio para ser o curador e entrevistador do projeto Minutos de Arte, que prevê uma série de entrevistas com personalidades de diversos segmentos ligados à arte no Rio de Janeiro, com o objetivo de mapear a produção contemporânea nacional, informando e aproximando o grande público dos grandes expoentes da arte brasileira, além de galerias e museus. Seguindo esse pressuposto, a proposta de curadoria apresentada por Cocchiaralle consistiu, então, em fazer um levantamento de pouco mais de dez nomes – entre críticos, artistas, educadores, diretores de instituições, etc. – ligados ao ensino de arte em suas mais variadas vertentes. Assim, uma nova entrevista é divulgada mensalmente no site da ArtRio, tendo sido as primeiras conversas com Paulo Herkenhoff (curador do MAR), Luiz Camillo Osorio (curador do MAM) e Anna Bella Geiger (artista plástica) que, inclusive, foi professora do próprio Fernando. Da lista de futuros entrevistados ainda estão pessoas ligadas a instituições como a Casa Daros e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, além de outros artistas. Um dos maiores desafios desse projeto é o trabalho de edição, que comprime em poucos minutos as quase duas horas tomadas em cada conversa. Com o rico material que vem sendo obtido, já está nos planos do curador seu desenrolar em outros projetos, como uma possível publicação das entrevistas, na íntegra, em formato de livro. Tendo uma produção planejada para o período de pouco mais de um ano, Minutos de Arte vem a se somar aos novos projetos desenvolvidos pela feira, como os diversos seminários promovidos ao longo do ano e o novo Prêmio Foco Bradesco, marcando, cada vez mais, seu território na cidade para muito além dos poucos dias que toma conta do Píer Mauá.

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