Letras Caindo, fotografia da artista plástica gaúcha Marina Camargo, foi, a princípio, obra do acaso. Durante a apresentação de uma pesquisa, a impressão do texto de uma transparência descolou da lâmina, embaralhando as letras do texto original. A casualidade fez a artista pensar nelas como elementos gráficos, independentes de qualquer sintaxe: “As letras pareceram-me totalmente palpáveis”.

Nesta e em demais obras da artista, como no seu trabalho com mapas, fica aparente o seu interesse particular por elementos do dia-a-dia visualizados para além de seu cotidiano: a representação das coisas do mundo posta em questão. Ou ainda, nas palavras da artista: “A tentativa de ver, e de fazer visível, o que se banaliza por sua presença constante.”

A relação entre elementos visuais e conceituais é bastante presente na obra de Marina, que, além da fotografia, trabalha também com serigrafia, impressão, criação de objetos, tipografia e desenho, ressaltando o último como possibilidade de pensar visualmente o processo de trabalho. Suas influências são variadas e nem sempre diretas, advindas também do campo das ciências e da literatura. Nas artes, cita algumas: Carlos Pasquetti, Sol LeWitt, Andreas Gurski, Iran do Espírito Santo e Hiroshi Sugimoto.

Para conhecer melhor o trabalho da artista: www.marinacamargo.com

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