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La Noche em Blanco, em geral, é uma manifestação de arte interdisciplinar. Nasceu em Paris em 2002 e, depois do grande sucesso na França, foi levada a outras cidades europeias, como Bucareste, Bruxelas, Amsterdã, Madri, Riga e Málaga. Outras cidades têm programas semelhantes que promovem uma noite de agito cultural, como a Noite dos Museus de muitas cidades europeias e o Viradão Cultural de São Paulo e Rio de Janeiro.

A Noite em Branco, que em 2010 aconteceu no dia 11 de setembro, no entanto, não é somente dos museus, mas uma noite para sair pelas ruas e interagir com a arte. É um convite para a arte urbana surpreender um público cada vez mais aberto a novas experiências com a ajuda de instituições públicas e privadas, museus e fundações.

Desde 2009, Madri conta com um comitê convidado que organiza as muitas atividades durante esta noite. Este ano, o encarregado foi o coletivo Basurama, um grupo formado por jovens arquitetos fundado em 2000 na Escola de Arquitetura de Madri, que desenvolve possibilidades criativas para o uso do lixo e investiga os direitos da sociedade de consumo atual.

Sob o lema Façam Jogo!, a ideia principal da edição deste ano foi se divertir, convidando crianças e idosos a jogar com as manifestações artísticas mais atuais, como o som na videoarte e até mesmo o videogame. Por meio de redes sociais, como Facebook ou sites da internet, houve uma chamada em massa para a participação do público.

Basurama selecionou sete projetos para as apresentações nas ruas, de maneira que o público se relacionasse com o lugar de encontro urbano por excelência: a praça. Cada projeto ou instalação se adaptou aos espaços urbanos ou praças escolhidos, de forma a criar um determinado ambiente. Vale destacar o projeto O Madrilhenho do Ano, uma iniciativa do coletivo PKNM em que o público é convidado a selecionar, por meio de voto no website do evento, um rosto anônimo, a ser reconhecido como a imagem da cidade para esta noite e assim tornar-se protagonista do evento.

Como complemento para as atividades na rua, quase todas as entidades culturais de Madri participam do programa, aproveitando esta noite movimentada para apresentar novos espaços culturais, salas, galerias, exposições temporárias, que acontecem até as 3 da madrugada. Pelo clima de agito, o público está disposto a conhecer pequenos museus, como o de Arte Decorativa ou o Museu Ferroviário, e até mesmo ir à estreia de uma ópera no Teatro Real por meio de um telão gigante ou visitar exposições fora do centro da cidade, como as da Associação de Artistas Visuais de Madri. O passeio é facilitado pelo esforço da cidade em melhorar o transporte público e ampliar o horário de fechamento de bares e restaurantes da capital.

Este ano, os notívagos puderam ver desde exposições sobre Ghirlandaio até as exposições de fotografia do Festival de PhotoEspaña 2010, além das habituais peças alternativas em teatros pequenos, concertos ao ar livre, encontros literários, entre outros. O evento também serve como pano de fundo para difusão de atividades sociais, como as da Cruz Vermelha.

Depois do êxito das edições passadas, e como ocorre nas capitais europeias, habitualmente, Madri organiza-se em noites culturais de forma temática. Por meio do Conselho Internacional de Museus e do Conselho de Europa, nos dias 19 de março de todos os anos, realiza-se a Noite Internacional dos Museus, na qual mais de 2 mil museus em toda a Europa abrem suas portas.

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