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Desde o dia 14 de janeiro, o Museu de Arte do Rio (MAR) abriga uma exposição cujo eixo curatorial foi pensado a partir de um tema inusitado: Deslize <Surfe Skate>, traz cerca de 120 obras – fotografias, pinturas, objetos, desenhos, videoinstalações, entre outros suportes – apresentando ao público uma perspectiva histórica dos esportes, com informações e imagens selecionadas a partir de um arco temporal que vai de 1778, quando foram feitos os primeiros desenhos dos habitantes do Havaí surfando, até discussões públicas sobre o lugar dessas atividades no Brasil. Entretanto, a mostra não é composta apenas de arte em seu sentido mais convencional. Com um olhar irreverente, o curador da exposição, Raphael Fonseca, levou brinquedos como Barbie, Mickey e Playmobil para também deslizarem com suas pranchas de surfe e skates pelas paredes do museu, propiciando, assim, um novo pensamento sobre “o lugar da cultura visual contemporânea na sua relação com esses elementos”.

Na mostra, é possível ver ainda parte da coleção de pranchas do ícone nacional Rico de Souza; objetos relacionados ao skate de Eduardo Yndyo, possivelmente o maior colecionador do esporte no Brasil; e obras de artistas que lançaram um olhar sensível e crítico sobre o surfe, o skate e aspectos das culturas de praia e urbana, como o australiano ShaunGladwell e o paulistano Fabiano Rodrigues, que vem desenvolvendo autorretratos andando de skate em prédios modernos e instituições artísticas pelo Brasil e pelo mundo.

Parte da programação de verão do MAR, Deslize <Surfe Skate> – em cartaz até 27 de abril – tem extrapolado os limites da mostra com uma série de atividades alternativas, como intervenção dos grafiteiros Artur Kjá e Fábio Birita, convidando o espectador a realizar suas próprias manobras por entre a exposição, conhecer e ativar camadas possíveis que as práticas e o imaginário do surfe e do skate podem despertar.

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