Artista revolucionário, Marcel Duchamp inaugurou um novo momento na História da Arte. Há cerca de cem anos, a criação de seus primeiros ready-mades fundaram uma nova maneira de olhar para os objetos comuns ao inseri-los no contexto artístico. Essa questão é o fio condutor da mostra Ciclos, que ocupa o CCBB São Paulo até 27 de outubro. Com trabalhos antológicos de 14 artistas de diferentes gerações e nacionalidades, a mostra enfatiza a urgência e a relevância de produzir arte a partir de elementos do mundo, ressignificando materiais, subvertendo significados e reinventando maneiras de ver e sentir as coisas. Para a exposição, o curador Marcello Dantas procurou “trabalhos que buscam criar o novo sem criar mais coisas, que partem daquilo que já está, já existe”. O resultado de dois anos de intensa pesquisada é bastante diversificado, combinando grandes nomes do circuito internacional, como Song Dong e Joana Vasconcelos, com artistas em ascensão, como Julia Castagno e Lorenzo Durantini. Integrando a exposição ao espaço público, chama atenção a impactante intervenção externa de Michael Sailstorfer, que recobre a fachada do prédio com câmaras de pneu entrelaçadas; e o gigantesco autorretrato de Douglas Coupland, sobre o qual o público é convidado a colar chicletes mascados. Após sua passagem pela capital paulista, a exposição será reaberta em 18 de novembro no CCBB Belo Horizonte, onde fica em cartaz até 19 de janeiro de 2015, seguindo depois para o CCBB Brasília, onde ficará até 20 de abril.

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