As pinturas abstratas coloridas de modo brilhante de Caetano de Almeida evocam a Op-Art dos anos 1960, mas elas têm uma força especial que direcionam nossa atenção para as questões do século 21. É a excentricidade mal contida – as aberturas nas telas, as linhas irregulares – e a alta energia da palheta de cores dessas pinturas que parecem evocar a física dos aceleradores de partículas do CERN e a interligação digital penetrante de hoje.“Eu tento agir de modo mais mecânico”, diz Almeida. “As linhas dessas pinturas são todas construídas com base em um processo de repetição continuada”. E o artista recentemente revelou à Elle Décor que suas influências também incluem “as impressões baratas, as impressões de livros e as milhões de imagens que povoam o repertório contemporâneo”. Nascido em Campinas e atualmente vivendo em São Paulo, Almeida ganhou reconhecimento internacional primeiro em 1989, por meio da Galeria Thomas Cohn na Art Cologne, e depois em uma exposição da Coleção Gilberto Chateaubriand, em Washington. Desde então, ele tem exposto de forma intensa no cenário internacional e, mais recentemente, expôs individualmente na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2007), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2007), e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (2003). Entre as coleções particulares que incluem obras de Almeida estão os importantes colecionadores Joe and Zoë Dictrow, de Nova York; a formidável coleção de arte latino-americana com base no Arizona, de Diane e Bruce Halle; e a Coleção Dakis Joannou em Atenas.“Acho interessante como ele entrelaça as linhas em composições muito complexas fazendo um inteligente uso da cor”, diz a consultora de arte Ana Sokoloff, ex-vice-presidente do departamento de pintura latino-americana da Christie’s. “Quanto mais você as contempla, mais você aprecia ver quão ver verdadeiramente complexas elas são”. Avaliação do Mercado: Depois de uma recente exposição individual em dois espaços em Nova York pela Eleven Rivington, o mercado está se ampliando de modo cada vez mais forte para Almeida. Seu trabalho tem sido largamente “valorizado além da entrada no mercado”, de acordo com o galerista Augusto Arbizo da Eleven Rivington. Este apresentou Almeida ao mestre em gravuras, Maurice Sánchez, que o ajudará a criar monotipos que se espera serem vendidos por US$ 5 mil. Preços: Fora os monotipos, os trabalhos de Almeida começam por volta de US$ 16 mil por uma aquarela sobre papel em grande formato (154 x 104 cm), como as Sem título, de 2013, até US$ 65 mil por uma grande (250 x 250 cm) acrílica sobre tela, como as outras Sem título, de 2013, ambas das quais foram vendidas como parte da exposição do artista na Eleven Rivington, em outrubro de 2013. Galerias representantes:Galeria Luisa Strina, São Paulo Eleven Rivington, Nova York.

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