À lembrança da poluição visual old school, 2011

A pesquisa sobre o espaço da pintura de paisagem na arte contemporânea e a expansão do campo pictórico tem sido o norte da criação do artista plástico Bruno Miguel. Tal pode ser comprovado na individual Spring Love , que teve lugar no Largo das Artes e na Latidos Urbanos , seleção da Bienal Internacional das Artes da Bolívia, em que participou com Construyendo paisajes , ambas em 2010. Também nesse ano Bruno foi selecionado para o Programa Aprofundamento da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e, com os outros vinte participantes do curso, montou a exposição Entre-vistas.
Começará 2011 em uma nova galeria, a Luciana Caravello Arte Contemporânea , prevista para abrir as portas em março.
A princípio como meio para contornar a adversidade da falta de dinheiro e recursos, Bruno Miguel começou a usar telas abandonadas, portas de armários, encostos de cadeiras, enfim, objetos apropriados de outros circuitos, como suporte. E, uma vez que não lidava com o ponto zero da pintura – a tela vazia – sua criação também se encaminhava para a discussão da contaminação em arte. Por isso sua produção tem sido associada por vezes às combine paintings de Rauschenberg e à busca pela pintura depois do quadro de Hélio Oiticica.

Em Spring Love (o nome é uma apropriação da música de Stevie B), a expansão de materiais apropriados e repertórios repercutiu na pintura sobre tecidos estampados, em gobelins, maquetes, quebra-cabeças, plantas reais (cactos , suculentas) e criadas (pictóricas), quando propõe a inserção de elementos naturais em diálogo com paisagens construídas. Além disso, são marcantes as referências à cultura pop, ao cotidiano urbano do artista que circula por sua cidade e homenagens diversas. Enfim, uma exposição de excessos, em que o artista procura buscar a equação da paisagem.

À lembrança da poluição visual old school, 2011

À lembrança da poluição visual old school, 2011

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