Entre os dias 11 e 14 de setembro, a ArtRio abriu as portas de sua quarta edição no Píer Mauá. Nem mesmo as inúmeras obras (da prefeitura) no entorno do Píer prejudicaram a recepção da feira, que contou com mais de 50 mil visitantes ávidos por verem as obras (dos artistas) em seus cinco pavilhões.

A Galeria O Colecionador de Arte chamou atenção com uma grande escultura em mármore de Bruno Giorgi, uma das maiores que já apareceram no mercado, já que a maior parte de suas esculturas monumentais pertencem a instituições e órgãos do governo. De outras galerias, chamaram atenção obras como o poço de Ivan Navarro na Baró – que fazia com que os espectadores mergulhassem de cabeça no ócio, palavra que circulava no interior da obra.

Dentre as galerias internacionais, além das já esperadas Gagosian – com obras de Willem de Kooning, Richard Serra e Jeff Koons – e Pace –, com obras do chinês Zhang Huan –, destacou-se, na White Cube, o mapa aéreo da cidade do Rio de Janeiro feito em lâminas e similares por Damien Hirst; e a galeria espanhola Mayoral, com obras de grandes nomes como Botero e Miró, além de nada menos que 18 obras de Salvador Dalí, que recentemente chamou atenção na cidade pela megaexposição no CCBB.
Com o mercado desacelerado pelo atual cenário econômico, a ArtRio animou os galeristas, que chegaram às feiras com baixas expectativas e saíram, em sua maioria, em um clima de satisfação.

Compartilhar: