© Divulgação Phillips

Vik Muniz é um artista brasileiro com grande presença internacional. Suas fotografias com referências na história da arte e na cultura popular – baseadas em métodos de colagem intrincados nos quais tudo já foi usado para criar imagens, de chocolate e açúcar até lixo e páginas de revista – foram vistas em mais de dez exposições individuais no ano passado em locais tão distantes quanto Arles, França; Lima, Peru; Nova Iorque EUA; Shanghai, China; Tel Aviv, Israel; e Tóquio, Japão.

Muniz é privilegiado com uma posição de popularidade artística que tem apelo tanto ao público em geral quanto aos iniciados em arte. Em uma visita ao ateliê dele no ano passado, ele me contou sobre uma corrida de táxi em que o condutor lhe perguntou sobre sua profissão. Quando disse que era artista, o motorista respondeu que não entendia nada de arte e Muniz apostou o valor da corrida que ele conhecia seu trabalho. Aceita a aposta, o artista explicou que havia feito os retratos dos atores da abertura da telenovela Passione. O motorista caiu na gargalhada e concordou que Vik havia vencido a aposta.

Com esse tipo de aproximação atravessada, Muniz é um verdadeiro artista pop. Seu trabalho tem sucesso comercial e aclamação da crítica, e é exibido no mundo inteiro. Sua exposição individual no MAM-RJ foi a mais visitada até então, perdendo apenas para Picasso. Nesta mostra, Muniz apresentou pela primeira vez sua legendária série de Pictures of garbage (Fotos de lixo) no Brasil.

Tanto em mostras em galerias quanto em leilões internacionais, o trabalho de Muniz vende bem e tem obtido êxito no mercado secundário. Trabalhos de suas séries de chocolate, lixo ou diamantes têm ido bem nos leilões. Recentemente, no leilão de arte latino-americana da Phillips, a obra Brigitte Bardot (from Pictures of Diamonds) foi vendida por US$ 93.750, bem acima da estimativa de US$ 80 mil.

Nascido em São Paulo, e atualmente vivendo e trabalhando entre seus ateliês no Rio de Janeiro e em Nova Iorque, Vik Muniz é representado pela Galeria Nara Roesler em São Paulo e no Rio de Janeiro e Sikkema Jenkins & Co., em Nova Iorque, além de seis outras galerias internacionais. Seu trabalho tem sido adquirido por muitas instituições públicas, incluindo o MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque); o The Art Institute of Chicago; Daros Latin America, Zurich; Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, Paris; The Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque; The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque; The Tate Gallery, Londres; The Walker Art Center, Minneapolis; e o Whitney Museum of American Art, Nova Iorque.

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