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Este ano, a Art Basel mostrou mais uma vez porque é a maior feira de arte da atualidade. Chegando à 43.ª edição com quase 300 galerias de todo o mundo e 65 mil visitantes, o evento trouxe algumas novidades bem-vindas e outras nem tanto. Entre as boas, Art Statement, área reservada para talentos emergentes, abrigou duas galerias do Oriente Médio, da região do Golfo, comprovando o interesse por esse novo mercado. Uma das novidades menos festejadas foi a necessidade de enviar à organização da feira a lista de clientes preferenciais para a emissão dos convites VIP distribuídos junto com a programação especial a convidados, tornando público o que costuma ser objeto de discrição. Além disso, segundo alguns colecionadores, o aumento de mais um dia para convidados, em vez do dia único como vinha sendo feito por todas as feiras até então, diminuiu um pouco o frisson e o corre-corre típico dos dias de abertura para os potenciais compradores selecionados.

As galerias brasileiras Luisa Strina, Millan, Fortes Vilaça e A Gentil Carioca, selecionadas entre as mais de mil propostas internacionais de participação enviadas, ratificaram porque se encontram no time de grandes galerias não só do Brasil como do mundo. Vale acrescentar o detalhe da posição privilegiada da Fortes Vilaça, ao lado da White Cube, grande ícone do mercado, como mais uma confirmação da relevância dessas galerias.

Para sentir um pouco o clima do Schaulager Museum, que se encontra fechado durante todo o verão para melhorias, foi construído temporariamente um pavilhão com design de Herzog & de Meuron ao lado da entrada principal da feira. No projeto chamado Schaulager Satelite, era possível conferir um pouco do acervo do museu e de sua história com o auxílio de headphones. Curtas sobre as problemáticas de conservação de obras de arte mostravam também que arte requer tempo e cuidados.

Nos estandes estavam representados por meio das respectivas obras mais de 2.500 artistas de todos os estilos e épocas. Uma das grandes estrelas foi uma pintura de Mark Rothko, oferecida a US$ 75 milhões no estande da galeria Marlborough.

O ambiente de glamour continuou a ser cultivado, com uma frota de carros pretos à disposição dos convidados e muitas festas e vernissages. O já famoso jantar de gala oferecido pelo Credit Suisse na Fundação Beyeler também borbulhou, um dos poucos locais onde até mesmo VIPs fazem fila.

Seguindo os passos de todos os grandes negócios de arte, que buscam fincar raízes no mercado efervescente do oriente, no próximo ano a Art Basel voa para Hong Kong.
Durante o mês de maio fará sua primeira edição com grandes expectativas e a promessa de um excelente retorno.

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