© André Andrade

“Há algo ali que se reconhece, mas que não podemos ver”, pontua Vanda Klabin no catálogo da individual Por que não me contou sobre você, do artista plástico André Andrade, na galeria Athena Contemporânea, em agosto deste ano, da qual foi curadora. É esse sentimento de ambiguidade e indeterminação que permeiam as 12 obras que compõem a série. Vemos se dissolverem as imagens, bem como os lugares pré-estabelecidos nos quais as enquadraríamos, em privilégio do fragmento e da fluidez.

As telas têm como referência falhas na transmissão de sinais de tevê a cabo, captadas por uma câmera fotográfica estrategicamente posicionada na frente da tevê – é, portanto, um processo ocasional e imprevisível, dependente de uma interferência eletrônica. Esse “ruído ótico” serve como base para a obra que vemos acima, pintada com tinta automotiva – por meio de um aerógrafo, espécie de pistola – sobre uma chapa de alumínio.

André Andrade é engenheiro e começou a se interessar por pintura em 2000. Entre 2004 e 2005, mudou-se para a Noruega, onde teve seu ateliê na USF VERFTET, instituição multidisciplinar que reúne artistas de diversas áreas. Como influência artística, ele cita: “Chuck Close, Gerhard Richter, Richard Diebenkorn, Eric Fischl, são muitos”.

Para conhecer melhor o trabalho do artista, acesse: athenacontemporanea.com

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